The Cult: Ian Astbury fala de novo disco e sobre os Doors
Por Leonardo Daniel Tavares da Silva
Fonte: Dallas Observer
Postado em 26 de junho de 2012
Ian Astbury, líder da banda THE CULT, e que recentemente excursionou com Ray Manzarek e Robby Krieger no THE DOORS OF THE 21ST CENTURY, concedeu uma entrevista ao jornal texano Dallas Observer em que fala sobre o novo disco do THE CULT, sua vida pessoal e sobre a experiência de tocar e ouvir THE DOORS. Trechos desta conversa você lê abaixo:

Dallas Observer: As resenhas para o novo álbum, "Choice of Weapon", tem sido consistentemente positivas. Um resenhista escreveu que o THE CULT estava, mais uma vez, "militante, urgente e puto da vida". A arte da capa tem uma influência nativa americana. Este é um tema que parece ser consistente na carreira da banda.
IAN ASTBURY: Qualquer pessoa pode ter dito isso. Eu realmente acredito que o álbum é militante. Nós tínhamos que sê-lo quando o gravamos. Tínhamos um propósito. Quanto à capa, você tem que olhar para a figura. Existe obviamente uma forte influência nativa americana, mas existem outras coisas acontecendo também. A jaqueta que estou usando é uma homenagem ao punk rock. A camisa é do filme The Gangs of New York. Existe uma porção de elementos diferentes lá. É claro que eu sempre fui interessado na cultura nativa americana. Ela oferece uma visão incrível da experiência humana.

Dallas Observer: Você recentemente completou 50 anos e se casou. Isso significa que você se aquietou?
IAN ASTBURY: Eu não sei o que se aquietar significa. Eu nasci na Inglaterra, vivi no Canadá, mas considero Nova York o meu lar. Eu não me lembro de ter completado 50 anos. Nem tomei conhecimento do meu aniversário. Eu estava trabalhando o dia todo. E o casamento foi também bem simples. Casamos em Las Vegas. O pastor era de uma igreja sem denominação. Não foi uma cerimônia religiosa. Era pra ter sido apenas pra gente e pra alguns amigos, mas alguém vazou para a mídia, para algum colunista de fofocas local.
Dallas Observer: Foi difícil cantar com Ray Manzarek e Robby Krieger no THE DOORS OF THE 21ST CENTURY? Os sapatos de Morrison são grandes demais para serem calçados?
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Dallas Observer: É verdade que você teve uma experiência religiosa ouvindo "The End"?
IAN ASTBURY: Eu acho que ninguém que tenha escutado essa música teve uma experiência religiosa. Eu sou muito cuidadoso com minha escolha de palavras. Pra mim, religião é uma espécie de doutrina com diretrizes. Eu não acho que isso se aplique a como eu me senti sobre essa música. Ela teve um efeito profundo em mim. Eu realmente não posso explicar o sentimento. Foi um sentimento de animais selvagens. Você conhece o poeta Robert Bly? Ele escreveu sobre o homem perdendo contato com a humanidade quando ele perdeu o contato com os animais selvagens.
A entrevista completa, em seu idioma original, você confere aqui:
http://blogs.dallasobserver.com/dc9/2012/06/ian_astbury_of_the_cult_talks.php

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