Transição: indústria de shows já é maior que a de discos
Por Nacho Belgrande
Fonte: Playa Del Nacho
Postado em 15 de junho de 2012
Quer se dar bem na nova indústria musical? Então se certifique de que você tem talento para tocar em frente a uma plateia. De acordo com os últimos números da Universidade de Liverpool elaborados pelo pesquisador Dave Laing, a indústria mundial de shows musicais provavelmente cresceu mais do que a de gravações.
E se 2012 for apenas o começo desse processo, uma tendência ainda mais forte acena. "As primeiras indicações do marcado no ano passado [tal como o aumento de 4% em venda de ingressos nos EUA] sugerem que o negócio de música ao vivo pode ter retomado seu crescimento e pode ter SUPERADO EM DEFINITIVO a indústria fonográfica em termos de receita", Laing descreveu em um relatório publicado na revista Live Music Exchange.
Laing se debate em meio a uma imensidão de dados, e desempenha o papel de pesquisador cauteloso muito bem. Números relacionados a shows são bem difusos e incompletos, e as estimativas globais dificilmente batem. Do lado dos discos de gravações diversas, os dados são bem mais robustos, mas devassados rotineiramente por organizações baseadas em fonografia que os coletam e publicam [como a IFPI, RIAA, BPI, etc.]
José Ricardo Peret | Gustavo Anunciação Lenza | Roberto Luis Pertsew | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Luis Alberto Braga Rodrigues | Reginaldo Manuel Soares de Faria | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
O que na verdade toda a compilação de dados feita por Laing muito mais impressionante – e convincente de uma tendência mais ampla. Eis a discriminação da arrecadação de shows em alguns dos maiores mercados do mundo, içados de uma variedade de autoridades regionais [os valores acabam sendo apenas convertidos em dólares estadunidenses, sem levar em conta a realidade econômica de cada país]…
Na maioria dos países, o mercado de turnês está tendo uma retomada, e em alguns países, os dados mostram um cenário muito claro. "Tanto a pesquisa italiana como a britânica podem ser usadas para uma comparação direta", detalha Laing. "Na Itália, a música ao vivo rendeu 781 milhões de Euros, e a indústria fonográfica movimentou 419 milhões. A pesquisa do Reino Unido relata que os totais de vendas foram de 1.24 bilhões de libras [discos e downloads] e 1.48 bilhões [shows]."
Conseguem ver pra onde isso caminha? Em 2010 a IFPI estimava [ou inflacionava] que o marcado global de fonografia valia 25.8 bilhões de dólares, o que bate o movimento de shows, cravado então em 25 bilhões, estipulados por Laing naquele ano. Tendo dito isso, 2010 foi um ano IMPLOSIVO para shows ao vivo – especialmente nos EUA – e o modesto recomeço do ramo. A indústria fonográfica, contudo, continua a perder espaço – com o faturamento, e não os índices de despacho de unidades, sendo atingido substancialmente.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Os três melhores discos do Black Sabbath, de acordo com a Classic Rock
Resurrection Fest anuncia primeiras 72 atrações para edição 2027
Cinco shows imperdíveis que rolarão no Bangers Open Air 2027, por Mateus Ribeiro
Com 110 atrações já confirmadas, Graspop Metal Meeting atualiza cast para 2027
De Black Sabbath a Gojira, 10 músicas que começam com riffs de guitarra inesquecíveis
A música do Guns N' Roses que é híbrido entre Steven Adler e Matt Sorum, segundo Frank Ferrer
O único ex-colega do Deep Purple que David Coverdale considera um irmão
O hábito que custou o lugar de Clive Burr no Iron Maiden, segundo Regis Tadeu
A banda que Max Cavalera considerava a "versão brasileira do Iron Maiden"
A banda que deixou Lars Ulrich no paraíso quando o Metallica abriu seus shows
Como James Hetfield lida com uma gafe no palco do Metallica: "Vem essa onda de vergonha"
Joe Satriani não acreditava ser o guitarrista ideal para tributo a Eddie Van Halen
O riff pesado do Queen que muitos atribuem a Brian May, mas foi criado por Freddie Mercury
Bono (U2) explica recusa a encontro para conversa com Donald Trump
Jairo Guedz conta o que ouviu de Andreas Kisser sobre sua saída do Sepultura
O único trecho de letra do Titãs que não podia aparecer na Globo
O último álbum "realmente ótimo" do Black Sabbath, de acordo com Ozzy Osbourne
Os 5 álbuns de rock que todo mundo deve ouvir pelo menos uma vez, segundo Lobão


Música: 13 fatos estarrecedores sobre a atual indústria
Não culpe as gravadoras: você que é um tosco mesmo!
