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Dio: 14a parte de discografia comentada no Minuto HM

Por Alexandre BSide e Flavio Remote
Em 22/01/13

Após a tentativa infrutífera de apostar numa direção de Heavy Metal Industrial, com letras menos fantasiosas que fizeram a banda DIO sofrer com baixas vendagens e tocar em shows com públicos inexpressivos, Ronnie se dispõe a pela primeira vez na carreira buscar um caminho para retomar a sonoridade mais tradicional. Desta vez, no entanto, como suporte de seu primeiro álbum temático. Durante o fim de 1999, ele reformula seu grupo, trazendo Jimmy Bain e Craig Goldy de volta às suas fileiras, mantendo apenas Scott Warren e Simon Wright da formação recente. Uma ideia inicial é oferecer a Tracy G a possibilidade de atuar como guitarrista-base, mas o próprio músico descarta tal possibilidade, deixando o grupo. A banda já vinha aos poucos tocando faixas que retomavam o conceito fantasioso de grande parte da carreira do vocalista, em especial a sonoridade da fase Rainbow, talvez influenciado pela retomada da decisão de Ritchie Blackmore de reformar o grupo, com o álbum Stranger In Us All, de 1995. Segundo Dio, ter um conceito para desenvolver um álbum foi uma experiência que trouxe certa facilidade em criar a parte musical, que o próprio vocalista começa a fazer sozinho, ainda no ano de 1999. Assim, ele elabora a introdução do álbum, a instrumental Magica Theme e as duas primeiras faixas do novo trabalho, Fever Dreams e Lord Of The Last Day, que chegou a finalíssima da pesquisa do Minuto HM.

Ademir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | Andre Sugaroni | André Silva Eleutério | Antonio Fernando Klinke Filho | Bruno Franca Passamani | Caetano Nunes Almeida | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Eduardo Ramos | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cristofer Weber | César Augusto Camazzola | Dalmar Costa V. Soares | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Eric Fernando Rodrigues | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Helênio Prado | Henrique Haag Ribacki | Jesse Silva | José Patrick de Souza | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcelo H G Batista | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Ricardo Dornas Marins | Sergio Luis Anaga | Sergio Ricardo Correa dos Santos | Tales Dors Ciprandi | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Tom Paes | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva

Com a co-participação apenas de Craig Goldy, Dio termina as composições e durante o início do ano de 2000 o grupo se concentra no estúdio Total Access, na Califórnia, para então finalmente o lançamento de Magica, em março daquele ano. Algumas faixas têm seus nomes alterados, como a faixa inicial, que se chamaria Aliens, ou a segunda canção que tinha o nome de Magica Vox. O álbum traz 14 faixas, além da faixa-bônus Annica, que é lançada apenas na versão japonesa. As faixas Magica e Lord Of The Last Day, além de servirem de abertura para o conceito desenvolvido no trabalho, voltam ao fim do álbum sob forma de reprise, para servir de fechamento da estória em si, que é detalhadamente explicada na faixa final Magica Story, uma espécie de Storyteller narrada pelo próprio Dio, com um instrumental ao fundo conduzido pelos demais membros da banda, em uma duração de nada menos que 18 minutos e 26 segundos. Magica, contando com essa faixa final de longa duração, torna-se sem dúvida o maior álbum da banda Dio com seus mais de 72 minutos, considerando a versão bônus. A estória conta, como na grande maioria das faixas que o vocalista compôs em sua carreira, um confronto entre o bem e o mal, ilustrando a visita de alienígenas a um planeta anteriormente habitado, onde esses descobrem acontecimentos envolvendo uma batalha que traz dois protagonistas (o pai Eriel e filho Challis, que desconheciam tal paternidade). A faixa bônus traz a outra protagonista e mãe de Challis, Annica. O vilão da estória chama-se Shadowcast, que é quem traz o mal para a terra que anteriormente vivia em felicidade sob a sabedoria do livro de Magica. O final traz o sacrifício de Eriel que morre ao salvar sua terra para fazer de Challis o herói dessa libertação. A estória sugere uma continuação no fim ao deixar claro que o vilão, embora derrotado, ainda vive.

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A tour começa ainda em março de 2000, com shows nos Estados Unidos, até o fim de abril, e tem uma repercussão bem melhor que os shows das tours anteriores, lotando a quase maioria dos locais, que tem média de 2000 a 3000 lugares, alguns chegando a quase 6000 expectadores. A banda segue em maio para a Europa, porém sem Jimmy Bain, que tem problemas que o impedem de sair de solo americano. Para o seu lugar, Dio leva Chuck Garric, que toca com a banda em vários lugares do solo europeu, como Holanda, Reino Unido, Itália, Suíça, Alemanha, Áustria, Espanha e França. Os shows têm ótima aceitação por parte do público, com lotação esgotada em grande parte dos concertos, em especial com a capacidade plena de 29.000 pessoas no festival Swedish Rock Festival, que também tem a participação de Alice Cooper, Yngwie Malmsteen e Saxon, entre várias outras atrações. Na noite de estreia, na Bélgica, a plateia conta com a participação surpresa de Bruce Dickinson e Nicko McBrain ao fim do show. A primeira perna da turnê segue para o Japão ao fim do mês de junho, ainda sem a participação de Jimmy Bain, para mais 4 shows. O retorno do baixista para o grupo se dá ao fim do ano, em novembro, para participação de novos shows pelos Estados Unidos, tendo como abertura bandas como Doro, Yngwie Malsteen, Armored Saint e Lynch Mob.

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Tais shows seguem até março de 2001, quando a banda retorna à América do Sul, pela terceira tour seguida. É na verdade a quinta vez de Dio no Brasil, considerando os shows históricos com o Black Sabbath em 1992 e a participação com Deep Purple e orquestra, em 1999. A perna sul-americana começa com um show no Chile e outro na Argentina, para seguir para o Brasil em 4 shows, em Porto Alegre, Rio, São Paulo e Belo Horizonte, show este inicialmente marcado para Curitiba. A passagem pelo Brasil é novamente sucesso de público, que vê o mesmo repertório tocado em toda a turnê, que podemos dividir em três partes: um início com músicas menos tocadas pela banda, como Invisible, do Holy Diver, ou One Night In The City, do álbum The Last In Line. A segunda parte do show é a execução praticamente na íntegra do álbum Magica, exceto pela faixa Turn To Stone. O fim do show e bis traz os clássicos da carreira da banda e da fase anterior do baixinho de grande voz, como Holy Diver ou Neon Knights.

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A banda ainda faz mais alguns shows na Europa, entre abril e maio de 2001, tendo Alice Cooper e Ratt como "opening-acts". O baterista Mikkey Dee do Motörhead faz duas participações em Neon Knights, em shows na Suécia e na Noruega. A banda tinha agendado shows em Jerusalém e África do Sul, mas ambos foram cancelados. Como o álbum Magica deixa margem para continuação, havia alguma expectativa de sua sequência, pois havia ideias para dois novos trabalhos (que seriam Magica II e Magica III), mas isso foi algo que sempre foi negado por Dio ainda no início das divulgações do álbum. Apesar de boa repercussão das turnês, o álbum não obtém uma vendagem expressiva. Dio inicialmente mantém a formação para o próximo trabalho, mas enfim definitivamente descarta a continuação de Magica na sequência de sua carreira. A banda acaba tendo outra mudança no lineup, mas esse e outros assuntos poderão ser acompanhados no próximo capítulo da discografia do Minuto HM.

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Para ver a nota dos redatores quanto ao álbum, fotos e vídeos especiais e mais informações do álbum, acesse a matéria original do Minuto HM. Aproveite e deixe um comentário lá para os autores.

http://minutohm.com/2013/01/16/discografia-homenagem-dio-parte-14-album-magica/

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