Indústria: ouvinte comum conhece entre 10 e 20 artistas

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Nacho Belgrande, Fonte: Playa Del Nacho
Enviar Correções  

Original no inglês por PAUL RESNIKOFF do site DIGITAL MUSIC NEWS

publicidade

Na verdade, as pessoas não estão ouvindo mais música do que jamais ouviram antes, pelo menos de acordo com esses especialistas. O que é estranho, porque há mais música disponível pra mais gente através de mais canais e a um preço menor do que em qualquer período anterior. "Na verdade, as pessoas não estão passando mais tempo ou gastando mais do que costumavam no passado", disse o chefe do departamento de produto, tecnologia e design da Live Nation Labs ETHAN KAPLAN durante o fórum de abertura da SF Musitech.

publicidade

"Então a disseminação é menor."

Ty Roberts, chefe do departamento de tecnologia de uma das maiores empresas de música digital, a Gracenote, levou o conceito além. "Nós temos mesmo um problema, nos EUA e no mundo, que é o fato de a pessoa comum de hoje em dia conhecer bem menos artistas", assegurou Roberts. "A pessoa comum conhece ENTRE 10 E 20 ARTISTAS, e é só. Houve um tempo quando essa cifra era de 40 artistas."

publicidade

Isso não se baseia em uma amostra estatística, e Roberts aponta pro fato disso ser mais empírico do que cientifico. Mas ainda assim, considere a fonte: esse é um tecnólogo musical que tem monitorado infindáveis fluxos de uso, dados, comportamentos e estatísticas desde os anos 90.

"A mensagem de ‘muitos artistas diferentes’ está perdida no ouvinte de hoje, e eles estão se desligando dos artistas que são importantes pra eles mais rápido".

publicidade

Mas como poderia haver mais música inundando nossos ouvidos, e ainda assim menos comprometimento com a música? Kaplan expandiu a discussão, apontando pro fato que, bem, TUDO MAIS está nos inundando. "Pense com lógica", Kaplan disse ao site estadunidense DIGITAL MUSIC NEWS. "Em 2013, a diferença entre um amigo e uma banda é inconsequente em termos de como ela é representada na sua tela. Então, se você olha a paisagem midiática em termos de como nós nos engajamos com a mídia, tudo está se auto-normalizando nessa altura do campeonato. Amigos no Facebook, música, algo no Reddit, um vídeo, não tem diferença alguma."

publicidade

"É mais difícil direcionar lealdade a qualquer coisa que não seja diferenciada de qualquer outra coisa."

O que quer dizer, mais coisas e bem menos comprometimento com aquela coisa. "É um problema somente por causa do crescimento exponencial da mídia ao alcance dos seus dedos", disse a vice-presidente da SoundHound, Katie McMahon, enquanto ressaltava o relativo não-uso de aplicativos sem fim baixados em nossos telefones, iPads, ou o que sirva como exemplo.

publicidade

O mesmo parece se aplicar a toda música que poderíamos facilmente ouvir, mas não o fazemos.




Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net


Mustaine: Aos 15 entrei na magia e conheci o lado negro!Mustaine
"Aos 15 entrei na magia e conheci o lado negro!"

Rammstein: Se alguém rir das gordinhas, eu quebro a cara dele!, diz Till LindemannRammstein
"Se alguém rir das gordinhas, eu quebro a cara dele!", diz Till Lindemann


Sobre Nacho Belgrande

Nacho Belgrande foi desde 2004 um dos colaboradores mais lidos do Whiplash.Net. Faleceu no dia 2 de novembro de 2016, vítima de um infarte fulminante. Era extremamente reservado e poucos o conheciam pessoalmente. Estes poucos invariavelmente comentam o quanto era uma pessoa encantadora, ao contrário da persona irascível que encarnou na Internet para irritar tantos mas divertir tantos mais. Por este motivo muitos nunca acreditarão em sua morte. Ele ficaria feliz em saber que até sua morte foi motivo de discórdia e teorias conspiratórias. Mandou bem até o final, Nacho! Valeu! :-)

Mais matérias de Nacho Belgrande no Whiplash.Net.

WhiFin WhiFin WhiFin WhiFin WhiFin WhiFin