Exodus: Zetro diz o quanto demorou para conquistar os fãs

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Por Alaor Rocha, Fonte: Metal To Infinity, Tradução
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Matéria de 05/02/13. Quer matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?


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O site belga Metal To Infinity recentemente fez uma entrevista com o ex-EXODUS e atual vocalista do HATRIOT, Steve "Zetro" Souza. Alguns trechos da conversa seguem abaixo.

Metal to Infinity: Você deixou o LEGACY (que se tornou o TESTAMENT posteriormente) para integrar o Exodus. Como foi substituir Paul Baloff, que era muito querido pelos fãs? Foram tempos difíceis até você conseguir seu lugar no Exodus?

Zetro: Honestamente, essa foi uma grande responsabilidade. Não venci os fãs fervorosos do Exodus até alguns anos após eu ter entrado na banda. Paul era muito carismático. Ele era a definição perfeita de um verdadeiro headbanger. Eu não fui totalmente aceito pelos olhos dos fãs até começarmos a excursionar para a turnê de "Fabulous Disaster". Àquele ponto eu era a voz do Exodus.

MTI: Você gravou seu último álbum com o Exodus, "Tempo Of The Damned", em 2004. O que aconteceu depois? Por que você foi substituído por Rob Dukes?

Zetro: A vida aconteceu. Estive fora da música, no mínimo em período integral, por dez anos quando eu me reuni com o Exodus para a gravação do "Tempo". Àquela época eu tinha uma família para sustentar e um trabalho que pagava bem. Foi difícil demais deixar tudo isso para excursionar por um ano inteiro, então tive que fazer uma escolha. E minha escolhe foi ser um pai de família. Simples assim. A situação poderia ter sido melhor. Eu poderia ter feito as coisas de modo diferente. Eu joguei a toalha em cima da banda e eles ficaram putos comigo por um tempo. Eu entendo e, de verdade, concordo com eles. Minha cabeça não estava no lugar certo. Não poderia fazer 100% de música e acabaria traindo os caras. A família era mais importante. A parte irônica disso é que agora meus filhos estão no Hatriot, então tenho minha música e minha família. As coisas fizeram um círculo completo e estou de volta mais forte do que nunca!

MTI: Ao todo você esteve no Exodus por aproximadamente oito anos (1986-1992 e 2002-2004). Como você vê esses anos?

Zetro: Vejo-os como a melhor época da minha vida. Foi uma viagem incrível! Não tínhamos ideia que estávamos fazendo história àquela época. Éramos só caras tocando música rápida e vivendo o momento. Há muitas histórias boas. Uma das boas aconteceu em 1987 no estado da Flórida. Estávamos tocando em um estádio de hóquei e o line-up era CELTIC FROST, EXODUS e ANTHRAX. O promotor não tinha ideia do quão insanos os fãs eram. Não havia assentos no local. O preço do ingresso era único e todos estavam de pé. Eles haviam construído uma barricada meio bamba para tentar conter as pessoas, mas o público a destruiu em nossa primeira música. Havia um segurança entre nós e a plateia e ele foi esmagado. Suas pernas foram quebradas. Tive que parar o show e mandar o público ir para trás para que pudessem tirá-lo dali! Eles o arrastaram ao hospital usando uma camiseta do Exodus...

MTI: O que é importante quando você entra em uma banda? A habilidade artística precede a amizade e a camaradagem?

Zetro: Pra ser sincero, um pouco de cada. Obviamente você tem que ter certo apuro musical e estar em forma para ser capaz de aprender o material. Amizade e camaradagem também são importantes, porque você tem que ser capaz de se dar bem com as pessoas da banda. Estar atulhado numa van com um bando de caras malcheirosos é ruim o bastante sem adicionar um conflito de personalidade ou uma atitude errada na mistura. Então eu preciso de ambos para isso dar certo e, felizmente, tenho isso com o Hatriot agora.

MTI: A maior diferença entre agora e os anos de Exodus é a internet. Uma maldição para alguns, uma bênção para outros. Qual sua opinião sobre a internet? É uma ferramenta poderosa para uma banda como Hatriot ou uma porta aberta para o download e a exploração de bandas novas?

Zetro: Sim, a internet mudou o jogo. Ela arrasou totalmente com o campo da indústria musical e enfraqueceu as grandes gravadoras. Não há mais os grandes monopólios. A internet, para mim, é uma faca de dois gumes. É uma grande ferramente para conseguir contato direto com sua base de fãs e eu amo esse aspecto. A parte ruim é que há tantas bandas que o mercado não consegue suportar isso. Não acho que exista panorama para uma banda se tornar grande hoje em dia... não a longo prazo, pelo menos. As vendas não são como nos velhos tempos e isso impede a banda de ser capaz de se firmar em tempo integral. A internet é o que é, acho.

MTI: Graças à internet, nós podemos entrar em contato com uma banda, então ela também tem seus lados positivos. Por exemplo: disseminar sua música e vídeos é bem simples e não há mais fronteiras...

Zetro: Definitivamente há um lado positivo. Não há dúvida quanto a isso. O segredo é ter a mente aberta e estar disposto a mudar sua estratégia de marketing e promoção para se adequar à época. Estou bem com isso. Há bandas e selos por aí que foram grandes lá atrás e ainda têm enfiado na cabeça que as coisas só podem ser feitas de um jeito, e essas são as pessoas que não duram. Estou bem com as mudanças nos negócios. Nós só temos que nos adaptar e fazer negócios inteligentes onde pudermos. É evidente que as gravações não vendem e não pagam as contas. O que podemos fazer é compensar o custo em outros lugares... fazer um grande álbum por dez mil ao invés de meio milhão, excursionar em uma van ao invés de um ônibus, etc.

Leia a entrevista na íntegra na Metal To Infinity.

http://metaltoinfinity.be/INTERVIEWS/HATRIOT_2013.html

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