Black Sabbath: "eu posso cantar todas essa canções ao vivo"

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Por Samuel Coutinho, Fonte: Metal da Ilha
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O vocalista do BLACK SABBATH, Ozzy Osbourne, falou com Zane Lowe da Radio 1 da BBC, nesta quinta-feira, dia 18 de abril, sobre o novo álbum da banda, "13" - o primeiro em 35 anos a apresentar o baixista Geeezer Butler, o guitarrista Tony Iommi e Ozzy. Alguns trechos podem ser conferidos abaixo.

Sobre o processo de criação de "13":

Ozzy: "É muito angustiante, depois de tanto tempo, ir para um estúdio... Eu não entrava em um estúdio com os outros membros do Black Sabbath, havia 35 anos.

Quando começamos a escrever as coisas, foi relativamente fácil. Sem querer, tudo acontecia naturalmente. Na realidade, nós escrevemos e gravamos 16 músicas, então sobraram umas oito que poderão se usadas como bônus, e também poderíamos ter feito um álbum duplo pois todas elas são canções boas, todas elas poderiam estar no álbum, entende?

Rick Rubin fez um ótimo trabalho na produção... Ele queria ter certeza de que estávamos de volta, como quando fizemos no nosso primeiro álbum. Ele nos fazia perguntas do tipo: 'Quando vocês fizeram esta faixa, se você tinha isso ou aquilo?'.

Com a tecnologia de hoje, você pode ser como qualquer um. Mas o que Rick Rubin fez, ele não usou overdubs em tudo, ele não fez tudo por cima, ele apenas seguiu como se fosse um álbum ao vivo. Nós estávamos no estúdio e todos nós gravamos ao vivo. Gostaríamos de fazer uma faixa em um dia e ele sabia do que precisávamos para um bom take. Ele não quis nos dizer. ele apenas dizia: 'Tente novamente. Tente novamente'. No caso, não poderíamos ter ninguém melhor do que ele. E eu cantei junto com ele.

Você irá notar no álbum que eu não canto em um intervalo que eu não conseguiria cantar ao vivo, como nos velhos tempos, eu usei um pequeno artifício no estúdio. Eu fazia um verso e aí eu dava uma pausa, em seguida, fazia um refrão - e quando tudo foi mixado, eu vi que não poderia fazer aquilo ao vivo. E eu posso fazer cada uma dessas canções ao vivo no palco. Rubin me deu alguns intervalos para cantá-las, de modo que ficassem mais confortáveis para mim.

Quando eu estava gravando meu vocal, eu fiquei alguns dias cantando durante quatro ou cinco horas sem interrupção, e foi muito divertido. As pessoas diziam: 'E daí? Você é um vocalista'. Mas é como você ir a um jogo de futebol e ficar gritando por cinco horas, alguém ficaria rouco até o final do jogo. Mas eu estava bem, você sabe".

Sobre o porquê de agora ser o momento certo para o Black Sabbath gravar um novo álbum:

Ozzy: "As pessoas, ao longo dos anos, me perguntavam: 'Vai ter outro álbum do Sabbath?'. Quero dizer, nós tentamos antes, mas sem sucesso. Finalmente, estamos juntos. É realmente emocionante.

Nós tentamos, como há dez anos, mas por alguma razão, não deu muito certo. Tentamos ir aos mesmos lugares que costumávamos ir e escrever como nos velhos tempos. Mas não era o lugar; nossas cabeças que não estavam no mesmo lugar, no lugar certo para compor. Mas, desta vez, foi tudo como eu pensei, 'Bem, é agora ou nunca. temos uma boa chance para fazê-lo'. Sabíamos que não teríamos mais dez anos de espera, porque todos nós já passamos dos 60 agora, e se esperarmos mais dez anos, não poderemos voltar mais. Não só isso, Tony Iommi está lutando contra um câncer - ele tem linfoma - e eu pensei quando nos reunímos, 'Aqui vamos nós, o típico Black Sabbath'. Ele é um herói. Ele veio todos os dias. Ele não estava apenas se tratando, ele estava escrevendo coisas boas também. Foi inacreditável. Estamos todos chocados com seu esforço. Todos nós pensamos, 'É isso. ele se foi'. Mas ele ainda está na batalha.

Foi muito divertido. Estou muito animado para ver o que as pessoas irão pensar. As pessoas que ouviram o álbum estão falando a respeito dele. O que é realmente interessante, porque... finalmente fizemos, entende?

Sobre o primeiro single do álbum, "God Is Dead?":

Ozzy: "Cheguei a este título enquanto estava no escritório de alguém e havia uma revista na mesa que dizia, 'Deus está morto', e de repente eu pensei a respeito do 11 de setembro (atentado terrorista ocorrido nos EUA em 2001) e todas estas coisas sobre terroristas e religião e quantas pessoas morreram em nome da religião. Quando você pensa sobre a tragédia que aconteceu naquela época, foi exatamente o que veio em minha mente. Você acha que agora o seu Deus parou de deixar as pessoas morrerem em nome dele, então eu comecei a refletir no que as pessoas devem estar pensando: 'Onde está Deus? Deus está morto' e ele só me castiga. E eu comecei a cantar 'God is dead?' (quando eu estava deitado) com os vocais mais ásperos (no estúdio) e Geezer me deu a letra. Geezer é o compositor do Black Sabbath; escrevi alguns conjuntos de letras, mas ele é o compositor principal que vem com as idéias e preenche os espaços em branco. No final das contas, ainda há um pouco de esperança, porque nesta parte eu canto que eu não acredito que Deus esteja morto. É apenas uma questão de quando você vê tantas pessoas terríveis matando umas as outras com bombas, como aquilo que aconteceu com o World Trade Center, você acha que as pessoas devem acreditar que, 'Deus não existe'. Mas isso é uma carga que Black Sabbath tem que suportar".

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Sobre Samuel Coutinho

Nascido no interior de SP no dia 15/12/1986, em uma cidade chamada Ilha Solteira, Samuel Coutinho se entregou ao heavy metal logo na adolescência. Seu forte sempre foi o heavy metal melódico, variando desde o prog-metal até ao power-metal.

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