Rush: fã brasileiro relata 2 shows da Clockwork Angels Tour 2013
Por Arthur Santos
Postado em 16 de maio de 2013
Uma manhã aparentemente normal para um estudante de Inglês em Boston. Acordei com meu despertador, vou olhar meus emails e vejo que o Rush acaba de anunciar uma pequena tour Norte Americana.
Para o meu azar, nenhum show em Boston. Então eu tinha nove opções de show para ir, e precisava escolher. Então descobri que as vendas começavam ao meio dia daquele dia.
No metro, fiz a simulação para ir para cada um dos shows, e Baltimore era o mais barato, então decidi ir neste. Agora sobre os ingressos, um "problema" daqui é que muitos shows não tem pista, e sim lugares marcados, e que os na frente são quase sempre para quem compra um pacote vip, para o meu azar o Rush era assim. Pensei em comprar um ingresso longe mesmo, mas então lembrei de que essa era uma oportunidade única para ver minha segunda banda preferida de perto, pois em 2010 em São Paulo, fiquei na grade, mas o palco era muito alto/longe, e nos EUA o palco é baixo e perto da grade. Então comprei o pacote, que dava direito a uma camiseta, um tourbook, uma moeda da tour, uma "credencial" e um ticket comemorativo, além de um ingresso garantido nas 15 primeiras fileiras (por ordem de compra, porém você só fica sabendo na hora do show seu lugar).
Alguns dias após comprar para este show, descobri que um outro show era relativamente perto de Boston e um ônibus era barato, além de ser em um casino, que como funciona 24 hs, não precisava reservar hotel. Então resolvi fazer um sacrifício de ir em 2 shows (muito triste) e comprei a passagem, porém não ia comprar outro pacote VIP e pelo site da TicketMaster só tinha ingressos nas ultimas fileiras da arquibancada oposta ao palco. Porém, alguns dias antes do show, eu sem ter ingresso ainda, fui tentar de novo, e tinha aparecido um ingresso na arquibancada mais perto do palco, e então comprei.
PRIMEIRO SHOW: BALTIMORE
Ao pegar o meu ingresso com o pacote, vi que meu ingresso era fileira D, na frente do Alex. Ok, podia ser melhor, mas vi umonte de gente comentando que pegaram fileira O, P.. lá atrás, então fiquei feliz com a minha 4ª fileira, que chegando lá, dava para ver tudo tranquilo.
Portões abriram pontualmente as 6:30 e o show, que estava previsto para as 7:30, começou uns 15 minutos de atraso. Um filme, que mostra uma espécie de industria aonde os músicos estão sendo "Montados" e "experimentados". Logo depois, começa Subdivisions. Então o show começa. Qualidade de som impecável e a banda tocando perfeitamente também, parecendo um CD, nem parece que eles tem entre 59 e 60 anos. Logo depois, "The Big Money", "Force Ten", "Grand Designs", "The Body Eletric", "Territories", "The Analog Kid" e "Bravado". A próxima música foi "Where's my thing?" com um pequeno solo de bateria do Neil no meio (solo parecido com o registrado no Rush in Rio). E para encerrar a primeira parte do show, "Far Cry".
Então Geddy anuncia que eles vão fazer uma "pausa". E durante essa pausa, as luzes se acendem e o público sai dos lugares para ir na loja, banheiro ou comer alguma coisa. Durante essa pausa, os roadies preparam o palco secundário, atrás da bateria, aonde sete músicos (cinco violinistas e dois violoncelistas) chamados de "Clockwork Angels String Esemble", que tocam junto com a banda nessa segunda parte do set composta por músicas do novo álbum, lançado em 2012, Clockwork Angels.
Cerca de 15 minutos depois, as luzes se apagaram e começou outro filme, e que termina com a buzina de um trem (começo de "Caravan") e então a orquestra e a banda entram, seguido por "Clockwork Angels". Detalhe, que mesmo depois de ter começado, muitas pessoas não tinham voltado para o lugar, na minha frente por exemplo, logo que a banda entrou, não tinha ninguém, que foi nessa hora que o Alex viu minha bandeira do Brasil e falou alguma coisa. Então uma breve fala do Geddy Lee, aonde ele apresenta a orquestra e então anuncia "The Anarchist", seguida por "Carnies", "The Wreckers", "Headlong Flight" (com mais um pequeno solo de bateria no meio).
Então Alex começa a fazer um solo de guitarra clean, porém com um timbre de violão elétrico (não guitarra limpa, timbre de violão mesmo) e começa "Halo Effect", seguida por "Seven Cities of Gold". Geddy então fala mais uma vez, dizendo que eles vão fazer a última música do Clockwork Angles, que era uma de suas favoritas, "The Garden". Durante a segunda parte, algumas pessoas, que provavelmente não conheciam e estavam nas primeiras fileiras sentavam. Então acabaram as músicas do Clockwork Angels, porém a orquestra ainda continuou no palco.
Foram tocadas "Manhattan Project", seguida por um solo do Neil (solo grande), que foi sincronizado com uma animação no telão de um robo tocando. Após isso, "Red Sector A" e "YYZ". Então, a orquestra sai do palco, bastante aplaudida pelo público e o Alex começa a introdução de "Spirit of Radio". Após acabar, eles dão a "saida falsa" e o Neil aparece com umas "armas" que atiravam alguma coisa (talvez camisetas, ou meias?) que chegavam para as ultimas fileiras da arquibancada. Então Alex e Geddy entram com uma cesta e jogam algumas coisas, que não consegui identificar o que era, mas tenho quase certeza que eram meias (?).
Nessa hora, o público estava aplaudindo e eu tentei puxar um "Ole ole ole, Rusheee Rusheee" porém, ninguém foi comigo, então desisti. Eis que começa Tom Sawyer e depois para fechar com chave de ouro 2112 (Overture, The Temples of Syrinx e Grand Finale). Após 2112, eles agradecem e saem rapidamente do palco. E enquanto isso passa um último filme, que foi a continuação do filme do meio. Sai de lá feliz, por ter assistido a um show de quase 3 horas, com 25 músicas, som perfeito e sabendo que em dois dias, veria mais um.
SEGUNDO SHOW: Uncasville
O show foi em uma arena, dentro do Mohegan Sun Casino, interior de Connectcut. Lugar bem legal, mas como sou menor de 21, não pude jogar nas máquinas.
Ao entrar no lugar do show, percebi que o lugar que tinha comprado, de última hora, era um dos melhores de aquibancada. Ficava do lado do palco, aonde eu conseguia ver o palco inteiro, e ainda ver todo o equipamento do Alex, o roadie trabalhando, ele entrando/saindo do palco... Como o Alex joga poucas palhetas durante o show, e eu não tinha conseguido pegar nenhuma no outro show, já fui falar com um segurança que estava ali no backstage se ele podia tentar arranjar uma pra mim, e ele disse que ia tentar. Mais tarde, ele veio até mim e disse que palheta não conseguiu, mas que depois do show me dava um set list.
Não vou comentar o show inteiro, só algumas mudanças. "The Body Eletric" foi substituida por "Limelight", "Bravado" por "The Pass", "Seven Cities of Gold" por "Wish Them Well" e por fim, "Manhattan Project" por "Dreamline" (uma das minhas favoritas).
De novo, show impecável (o som de Baltimore estava melhor, talvez pelo lugar que eu estava), mas mesmo assim, valeu completamente.
Quando estavam desmontando o palco, eu fui ali no canto e chamei o Scott, roadie do Alex, pedindo uma palheta que estava ali em cima, e ele pegou tranquilamente pra mim.
Agora espero ver um show desses caras de novo no Brasil em breve, pois todos merecem ver esse espetáculo, além de que o público do Brasil é muito melhor que o Norte Americano (basta assistir o Rush in Rio pra perceber).
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