Problemas e riscos para o público nos shows do Black Sabbath
Por Leonardo Daniel Tavares da Silva
Fonte: Rock em Geral
Postado em 23 de outubro de 2013
Em janeiro de 2013, o Brasil viu, impotente e estupefato, mais de duzentas famílias perderem membros amados e jovens. Por estupidez de um lado e ganância de outro, o desastre de Santa Maria trouxe a tona uma verdade que muitos produtores, artistas e frequentadores de casas de show ignoravam (ou fingiam ignorar): nem sempre a segurança das pessoas estava garantida. Conseguimos falar com um dos sobreviventes daquela fatídica noite, Valterson Pimenta, vocalista da banda de heavy metal EXCELLENCE e da banda PIMENTA E SEUS COMPARSAS, que tinha se apresentado na boite KISS alguns minutos antes do incêndio. Infelizmente, devido às circunstâncias, não falamos só de música.
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A partir do trágico episódio, o país inteiro se viu carregado de extrema comoção e atitudes foram tomadas em várias cidades e locais de apresentação, desde casas pequenas para cinquenta pessoas a grandes ambientes que concentram um número que pode chegar a milhares. No entanto, conforme alertou o colunista Marcos Bragatto em seu blog, Rock em Geral, um dos maiores shows de música que aconteceram no país em 2013 (talvez um dos maiores shows da segunda década deste século), as pessoas presentes ainda correram risco de se ferir ou até mesmo perder a vida. Segundo o colunista "acessos estreitados por grades, gradis externos tapados por tapumes de alumínio, portões de acesso/saída trancados com cadeados e banheiros químicos instalados no meio da passagem foram alguns dos problemas que dificultaram o escoamento do público, sobretudo na saída".
Ele ainda completa: "O acesso à Pista Premium, já estreito, espremido entre a escola que funciona sob as arquibancadas e a grade externa, sofria um estreitamento ainda maior por conta de uma grade pintada de azul, que parece ter sido instalada recentemente no local. Assim, o espaço para a saída só permitia a passagem de duas ou três pessoas de uma vez".
E, finaliza: "Na saída, os portões laterais que permitem a saída ao acesso do Túnel Santa Bárbara e à Rua Frei Caneca estavam todos trancados à chave. Um senhor aparentemente responsável pelo local, ao ser perguntado por este repórter, alegou que se tratava 'de ordens superiores', de forma debochada. Assim, todo o público da Pista Premium teve que sair pelo único portão disponível, no início da Passarela do Samba, junto à Rua Benedito Hipólito, por onde também saía todo o restante do público".
Em São Paulo, uma grande dificuldade para sair do Campo de Marte também foi registrada. A grande quantidade de pessoas inviabilizava até mesmo ver a saída até que finalmente pudéssemos nos ver na rua. Quem conseguiu seguir a recomendação dos vídeos de segurança e seguiu para a Estação Santana pode voltar tranquilamente para casa, mas, parte do público que procurou se dirigiu à Estação Carandiru do Metrô (por azar ou qualquer outro motivo) encontrou grande dificuldade.
Se tudo isso acontece num show com a magnitude do show mais falado no ano inteiro, imagine em shows menores. Até quando?
Leia a matéria do Rock em Geral no link abaixo.
http://www.rockemgeral.com.br/2013/10/14/black-sabbath-publico-correu-riscos-na-apoteose/
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