Black Sabbath: "Adoraria tocar com eles", diz Vinny Appice
Por Nacho Belgrande
Fonte: Playa Del Nacho
Postado em 16 de abril de 2014
FREDERIK POLBACK do programa radiofônico sueco dedicado ao classic rock "Radio Fireball" conversou semana passada com o decano baterista VINNY APPICE [BLACK SABBATH, HEAVEN & HELL, DIO, LAST IN LINE]. O que segue abaixo é uma compilação de trechos da entrevista traduzidos para o português.
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Sobre RONNIE JAMES DIO:
"Éramos como irmãos. Tínhamos muito em comum. Ambos de Nova Iorque, ambos italianos. Gostávamos das mesmas comidas, odiávamos muito das mesmas comidas. A única grande diferença era que ele adorava esportes e eu não ligo nada para esportes. Eu nunca liguei. E isso era o divertido. Quando ele assistia a jogos, eu assistia com ele e ele me explicava as regras. Eu não sei o que acontece ali. ‘Por que ele fez aquilo? ’ Ronnie adorava explicar. Nos dávamos muito bem. Ele era um cantor fabuloso, uma pessoa criativa fabulosa. Foi demais poder tocar com ele. Ele era um workaholic. Se dependesse de Ronnie, ele trabalharia 15 horas por dia com música. Ele ficava focado naquilo. A vida dele era música. A vida dele eram seus fãs. Ele sempre estava tentando melhorar e melhorar e melhorar. Ele sempre estava compondo. Ele sempre queria sair em turnê. Ele nunca parou de excursionar em toda sua carreira. Algumas pessoas dizem que ele era um perfeccionista, mas ele só queria dar o melhor que pudesse e eu achava fácil trabalhar com Ronnie. Algumas pessoas não achavam, algumas pessoas ficavam um pouco estressadas, mas a maioria de nós captava o que ele estava tentando fazer e trabalhávamos duro naquilo. Quando estávamos gravando ‘Dehumanizer’ e ‘The Devil You Know’, nós gravamos no País de Gales. Tivemos que morar lá por um mês ou algo assim, então era como estarmos longe de casa por muito tempo. E saíamos para caminhar o tempo todo, conversando. Coisa desse tipo não tem preço. Depois de toda a loucura de tudo a nosso redor – nós excursionávamos e tocávamos e dávamos entrevistas e isso e aquilo – era apenas uma inocente caminhada. Bons tempos. Mesma coisa com Tony [Íons] e Geisel [Boiler]. Algumas vezes todos saíamos para caminhar, a banda toda. Apenas quatro amigos saindo para caminhar, conversando."
Sobre excursionar com DIO, BLACK SABBATH e HEAVEN & HELL:
"Nós sempre ficávamos nos mesmos quartos de hotel. Todo mundo tinha o mesmo quarto. Não ficávamos em um quarto, todo mundo tinha seu quarto [risos]. Com Dio, muitas vezes, íamos se avião sempre que podíamos. Se pudesse ser na classe executiva, íamos, se não, íamos em outra. Mais pro final, Ronnie tinha muitas milhas e ele sempre fazia o upgrade para classe executiva. E eu também. Com o Sabbath, sempre íamos na classe executiva e ficávamos em bons hotéis. Na verdade, alguns dos hotéis do Heaven & Hell eram tão bons, mas eram bem longe do local do show, e Ronnie queria ficar mais perto. Então pegávamos outro não tão bom. Ao invés de ficar no Ritz Carlton, ficávamos no Marriott ou no Hyatt. Algo mais perto da cidade."
Sobre o porquê de ele não ter sido chamado para tocar com o BLACK SABBATH depois de o baterista original, BILL WARD, ter recusado reunir-se com a banda no fim de 2012:
"Eu acho que provavelmente tem algo a ver com termos feito quatro anos com o HEAVEN & HELL e era o Tony, Geezer e eu. Se eu estivesse no Sabbath hoje em dia, seria Tony, Geezer, eu e Ozzy. Talvez Ozzy tenha achado isso estranho, ou talvez a banda tenha achado esquisito, como se fosse o H&H com Ozzy e eles quisessem manter uma diferença. E houve diferentes produtores envolvidos. RICK RUBIN foi envolvido. Ele conhece o baterista que estava na banda, BRAD [WILK, do RAGE AGAINST THE MACHINE]. Ele não me conhece. Pode ser uma infinidade de coisas. Eles sabem que eu amaria fazer isso e estou aqui pra eles, caso eles precisem."
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