AC/DC: Stevie Young era a escolha lógica para substituir Malcolm
Por Alexandre Caetano
Fonte: Blabbermouth
Postado em 19 de dezembro de 2014
O site sueco Aftonbladet conduziu recentemente uma entrevista com o guitarrista Angus Young e o baixista Cliff Williams. Você pode conferir a conversa abaixo.
Sobre se o guitarrista fundador do AC/DC, Malcolm Young, aprovou a continuação da banda sem ele, depois de ter sido diagnosticado com demência:
Angus: "Foi o Malcolm mesmo [que disse que deveríamos continuar]... Ele trabalhou o quanto pode [até que] não conseguiu continuar tocando por causa de sua condição de saúde. Daí ele disse que ficou na minha mão continuar. E a escolha lógica para preencher o lugar de Mal no projeto era meu sobrinho Stevie. Ele havia substituído Mal em 1988 e tinha feito a turnê Americana, uma turnê inteira pela América, e mandou bem."
Cliff: "Ele era a escolha óbvia. E ele preenche bem o lugar de Mal. Toca de um jeito parecido - o mesmo estilo, o que é difícil de encontrar. É único - de verdade - e Stevie cresceu assim, toca como o Mal, então ele preenche extremamente bem o lugar. [Ele tem] o mesmo tipo de personalidade."
Sobre o quanto é emocional para o AC/DC continuar sem Malcolm Young:
Angus: "Eu diria, no que estávamos fazendo, quando estávamos gravando [o novo álbum] e ouvindo [o material gravado], eu não percebi. É, quando você olha, [você pensa], 'É, não é o Malcolm.' Mas infelizmente são as circunstâncias. Se Malcolm estivesse bem e tudo mais, e junto, se não tivesse tido a deterioração, tenho certeza que era ele que estaria sentado lá, tocando."
Sobre como eles abordaram a ideia de seguir sem o Malcolm:
Angus: "Eu perguntava ao Malcolm, toda vez que eu o encontrava, como ele estava e o que ele achava. Mas ele só [dizia isso] para mim, ele havia mencionado para os outros membros da banda que ele sabia que não estaria apto para continuar."
Sobre quando foi a primeira vez que eles perceberam que Malcolm estava com problemas de saúde:
Angus: "Um pouco antes de começarmos a trabalhar no álbum 'Black Ice'. Ele começou a ter um monte de sintomas; [eles] começaram a aparecer. Naquela época ele foi diagnosticado exatamente com o que estava acontecendo com ele. E ele estava muito... Eu tinha dito já naquela época, 'você quer começar tudo isso? Porque vai ser muito trabalho. Se estamos começando a gravar, ou se você quer uma turnê, vai ser muita tensão e trabalho duro.' E ele disse, 'Sim, vamos trabalhar nisso.'"
Sobre se as ideias musicais de Malcolm foram incorporadas nas músicas novas:
Angus: "Ele também teve muitas ideias e materiais que me entregou. Eu peguei muitas dessas coisas nas quais ele também trabalhou o quanto pode. Além disso nós tínhamos muito material que fizemos ao longo dos anos - nós dois - que eram ideias inacabadas. Então muitas dessas ideias estão aqui também. Ou seja, ele é parte de todo o processo de composição. E mesmo quando eu faço alguma coisa minha e estou tocando, eu começo, 'isso me parece familiar'. Tem chances de eu tocar alguma coisa que foi ideia trabalhada pelo Mal, ou junto comigo. É parte da mobília."
Sobre como Angus tem lidado com a ausência de Malcolm emocionalmente:
Angus: "Foi o Malcolm que me ensinou muitas coisas na vida. [Um dos piores] momentos para a banda foi quando [o vocalista] Bon Scott morreu, e foi o Malcolm que me ajudou a passar por tudo isso. Ele fez isso da melhor forma que ele conhecia, que foi, ele disse, 'Vem. Nós dois vamos sentar e simplesmente continuar trabalhando.' E pensando bem, essa foi a melhor terapia para a gente, porque foi um período difícil para a banda toda. Nós não sabíamos, 'Vamos continuar ou não?' Isso foi bom. Pudemos tocar e daí pudemos decidir mais tarde que nós queríamos continuar. Então isso tirou muita pressão e muita lamentação, jogou tudo para longe."
Sobre se o vocalista Brian Johnson estava igualmente motivado a continuar sem o Malcolm:
Angus: "Brian foi o primeiro que eu ouvi dizendo que queria sair e fazer um pouco de rock and roll. Ele foi o primeiro de nós a dizer, 'Yeah, nós podemos chegar lá.' Ele parecia muito animado. Isso é sempre bom, quando estão todos no mesmo barco. Todos foram questionados, 'Você quer fazer isso?' Quando estávamos todos em Vancouver, e depois que nós terminamos o álbum, nós sentamos e dissemos, 'Certo, vamos fazer a turnê?' E estávamos felizes por termos conseguido. Isso é muito bom, quando todos estão ansiosos, na mesma pegada."
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