André Midani: "O rock nacional não aconteceu de um dia para o outro"
Por Enzo Gabriel
Fonte: Zero Hora
Postado em 17 de março de 2015
André Midani foi o poderoso chefão da música brasileira e influenciou os principais e mais importantes movimentos musicais das últimas cinco décadas no país, deixando sua marca no mercado fonográfico com contribuições nas carreiras de grandes artistas da MPB e do rock nacional.
A série "Do Vinil ao Download" produzida pelo canal GNT retrata a trajetória de André Midani, que concedeu uma entrevista ao Zero Hora sobre sua carreira e a série. Confira alguns trechos.

Zero Hora: A série André Midani – Do Vinil ao Download é conduzida por diversos encontros gravados em sua casa, em Copacabana, reunindo artistas com quem você trabalhou desde os anos 1950. Como foi reviver essa história?
A série tem algumas virtudes. A primeira, óbvia, é que a gente pode ver o quanto tínhamos de música boa no Brasil naquela época, em específico no período de minha atuação no mercado. A segunda é a capacidade desses artistas de interagirem entre eles de maneira muito criativa. A terceira é vermos que realmente existe a possibilidade de um homem de negócios, qualquer que seja, ter um contato positivo, criativamente falando, com seus artistas. Ou seja, um relacionamento amoroso e eficaz, apesar de brigas e dificuldades.

Zero Hora: Nos anos 1960 e 1970, a MPB tinha prestígio da crítica e fazia sucesso popular. O que levou a indústria musical à virada dos anos 1980, quando passou a apostar no rock nacional?
Para uma pessoa desavisada ou muito jovem, que não viveu aquela época, esse negócio de rock parece que aconteceu de um dia para o outro. Mas não foi assim. Antes, houve Mutantes, Novos Baianos, Raul Seixas. Caetano e Gil também tinham uma postura de roqueiros, no sentido de que usaram a guitarra elétrica como contestação, como uma postura anárquica inclusive, de quem fugia aos partidos políticos convencionais. Ainda naquela época, quando me perguntaram como eu via o futuro da música brasileira, dizia que era o rock. Então, já havia esse espírito contestador em muita gente. A ruptura dos anos 1970 para 80 foi uma evolução, feita por uns meninos que romperam com a raiz da música brasileira.
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Bobagem. A ideia de perda de qualidade representa o pior da elite brasileira – que, aliás, não significa mais nada neste grande país. Qualidade é algo subjetivo. Música existe para quê? Para trazer felicidade às pessoas, seja no seu amor ou no seu desamor. Então, a qualidade é irrelevante porque, sim, a dita falta de qualidade dá prazer, sono, força, tudo que é bom para determinada pessoa. Quem sou eu para dizer que não tem qualidade?
Zero Hora: Uma pergunta saia-justa: você pagou jabá para ter seus artistas em destaque em rádios e TVs?
Seu safado (risos). Claro que sim. Se me perguntar se o jabá ainda é praticado, não sei, mas vou dizer o seguinte: existem duas profissões na vida que são eternas; uma é a putaria; outra, a corrupção.

Confira a entrevista completa:
http://zh.clicrbs.com.br/rs/entretenimento/noticia/2015/03/qualidade-e-algo-subjetivo-diz-executivo-da-industria-fonografica-andre-midani-4714793.html

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