Angra e Sepultura: as duas bandas mais tretadas do metal nacional

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Por Samuel Coutinho, Fonte: Metal da Ilha
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Gosto é uma coisa que não se discute. Fãs gostam de colocar em debate as melhores fases de uma banda, segundo suas próprias opiniões, algo que gera até brigas. Mas a coisa não fica muito confortável quando envolve os próprios membros de uma banda, e estamos falando de peixe grande. O ANGRA e o SEPULTURA são as duas principais bandas que expandiram o heavy metal brasileiro para o resto do globo. São bandas extremamente respeitadas, independentemente da fase. Mas ultimamente isso é algo que está se perdendo, pois não estamos vendo aquela união que tanto esperávamos. Ao contrário disso, o que estamos assistindo são apenas brigas e desentendimentos por qualquer motivo, principalmente dinheiro.

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A primeira grande treta do metal nacional foi quando o vocalista Max Cavalera resolveu deixar a banda pois o resto do grupo optou por demitir a empresária, que afinal era a própria esposa de Max, Gloria Cavalera. A banda tomou esta decisão por achar que Gloria dava mais espaço a seu marido do que para o resto da banda. Logo depois foi a vez de Igor Cavalera deixar o grupo, mas embora sua saída tenha sido anunciada de forma amigável, hoje ele não enfatiza muita coisa sobre o Sepultura. Recentemente ele tem demonstrado total desprezo quanto a fase atual da banda.

Em uma recente entrevista com o baterista, Igor disse que não gosta de lembrar sua fase na banda, nem mesmo a atual, onde ele se referiu de forma grosseira que nunca acompanhou a banda com seu atual baterista, Eloy Casagrande: "Não, cara. Não gosto de falar de gente morta. Eles estão mortos, saca? Não é certo". Queria ou não queira, alguns entrevistadores insistem em fazer perguntas sobre reunião ou passado da banda, algo que faça o músico "desabafar" sobre a sua fase contraditória no grupo. E isso é apenas uma deixa que o entrevistador oferece para nascer uma polêmica, e de resto, a mídia vai alimentando a briga, até tal comentário chegar ao conhecimento do ex-colega de banda. A internet é a principal ferramenta para isso.

Alguns anos mais tarde, tivemos a bombástica reformulação quase completa do Angra. Metade da banda se envolveu em um desentendimento catastróficos, envolvendo músicos, empresário, direitos autorais e tudo foi se acumulando até hoje. Devidos a problemas internos no grupo, direcionados ao empresário, metade dos integrantes decidiram abandonar a banda, Andre Matos, Ricardo Confessori e Luis Mariutti. Neste novo capítulo se iniciou uma briga interminável sobre qualquer assunto que relacionasse Andre Matos e Angra. Em 2013, Andre Matos soltou um comentário dizendo que a banda deveria acabar:

"O Angra tinha que acabar, né? Acho que já se tentou uma ressuscitação com o Edu, que teve seus méritos. Mas viver muito do passado, tapar buracos... Não adianta ficar insistindo em remontar. É por isso que muitas vezes preferi extinguir um projeto em vez de ficar dando murro em ponta de faca e tentar ressuscitar uma múmia, um cadáver".

Sem deixar por menos, o guitarrista Kiko Loureiro retrucou:

"Eu vou sempre tocar, é o que eu gosto de fazer. A gente convidou ele para o que seria a comemoração de 20 anos do Angels Cry, ele não quis. A banda está de portas abertas para ele, mas ele não quer, então... Pensando no fã seria ótimo. Tem que pensar no fã e não individualmente (...)".

Declarações vindas de entrevistas em rádios, revistas ou sites. Apenas versões dos fatos? Pode até ser, mas o que leva um músico profissional e renomado ir até sua página cotidiana em uma mera rede social, soltar o verbo publicamente sobre as desavenças contra um determinado ex-colega de banda. Parece que a pessoa não fica satisfeita em querer entrar em contado através de uma assessoria ou até mesmo pessoalmente para resolver certos problemas. Não... ele precisa ir até a rede social mais conhecida que for e publicar tudo que der na telha, pra todos verem e implantar uma rixa interminável.

Comentários aqui, compartilhamentos ali, sendo que tudo isso poderia ser resolvido através de um simples e-mail, sem constranger os fãs. Quando um músico toma uma atitude como esta, de querer provar publicamente que está certo, e as vezes nem está, acaba prejudicando sua própria imagem ou a de terceiros. Atualmente estamos vendo isso acontecendo muito em diversas áreas do entretenimento, seja na música, no jornalismo, etc, todos a procura de estrelismo. Ninguém mais quer resolver as coisas como homens, cara a cara, preferem se logar em uma rede social e postal aquilo que convém.

Nos últimos dias, algumas surpresas foram aparecendo, como a demissão via Facebook do ex-baterista do ALMAH, Marcelo Moreira. Ele postou em sua página que ficou surpreso com o anúncio do "novo baterista" da banda, sendo que nem ele mesmo estava sabendo que havia sido demitido. Falta de profissionalismo da banda ou forma de protesto do baterista? Marcelo publicou sua versão, mas a banda logo soltou uma pequena declaração sobre o motivo de sua demissão, algo que não ficou bem esclarecido no primeiro momento, e que serviu para incendiar ainda mais a contenda entre os músicos. Isso não deveria ter sido resolvido de forma discreta e dentro dos parâmetros? E a banda não deveria ter soltado um anuncio oficial?

"Meet And Greet de c* é rola". Lembra desta frase? Foi quando Aquiles começou a mandar indiretas sobre ao novo tratamento que o Angra estava oferecendo aos fãs, de poder conhecer a banda no camarim. Um método muito usado por diversas bandas, mas que não agradou muito alguns fãs do Angra, mas enfim. Aquiles começou a usar o bordão mencionado acima como uma forma de mostrar superioridade ao Angra, deixando claro que atenderia qualquer fã de graça. Aquiles já saiu tretado da banda, relatos dizem que ele e Rafael Bittencourt se desentenderam feio nos bastidores. E os resultados estão sendo repercutidos, amargamente, até hoje.

Alguns dias atrás, Aquiles resolveu postar publicamente uma cobrança de royalties de materiais que tiveram sua contribuição, fora a outra questão em que o músico praticamente trabalhou de "graça". O texto foi escrito à pessoa de Rafael Bittencourt, na qual respondeu com tom de desafio, e citando os fãs como principais juízes deste amistoso. A frase "vamos fazer isso pelos fãs" já está mais do que antiquada. São essas artimanhas que Aquiles e o Angra estão usando em suas postagens:

Aquiles: "Aproveitando o momento, quero prometer em público para TODOS vocês o seguinte: se o Angra me fizer uma proposta de pagar os royalties do passado (que estão em aberto), prometo que aceito fazer uma turnê com a banda - por um mês e somente no Brasil - tocando na íntegra os discos 'Rebirth' e 'Temple of Shadows'.

IMPORTANTE:

NÃO VOU COBRAR CACHÊ, SERÁ UM PRESENTE MEU PARA TODOS OS FÃS DA BANDA!"

Rafael não deixou barato e respondeu:

"Oi Aquiles. Vejo duas coisas aqui. 1) Suas dúvidas com respeito ao Angra e 2) seu desespero por atenção. Portanto, sugiro uma solução para as suas duas necessidades. Que tal fazermos um bate-papo filmado, para que todos os fãs tomem suas conclusões? Assim, você aparece e ainda ouve a minha opinião sobre tudo isto. Sugiro aos fãs não se precipitarem na formação de suas opiniões. O que um fala é apenas uma perspectiva dos fatos e não a verdade".

Parece que agora fã virou motivo de chegar a uma decisão em nome da própria banda? Cada um com seus problemas. Quando você pensa que não podia piorar, um outro "membro" da banda postou sua resposta com total ar de deboche e infantil:

"Aquiles acabei de ver seu oferecimento.

Muito obrigado mas já temos um fantástico baterista e eu creio que os fãs estão gostando muito.

Um grande abraço eu lhe desejo muita sorte" - Paulo Baron, empresário do Angra

Usar a própria página pessoal em uma rede social, um espaço que deveria ser compartilhado com informações úteis e relevantes, e transformar em um palco de brigas e intrigas, é muita falta de profissionalismo. Algo que, volto a dizer, poderia ser resolvido através de um entendimento formal e particular (seja via e-mail, telefone ou pessoalmente) sem comprometer os fãs ou até mesmo constrangê-los, isso seria mais honesto e ético. Vir até uma página pública de bastante visibilidade e dizer que os fãs merecem saber do que está acontecendo, é de uma falta de modéstia que só faz aumentar o marketing e baixar o nível.

Mas eu ainda faço uma simples pergunta. O que aconteceu com a união do metal nacional? Teremos que deixar essa parte para a próxima geração de grandes bandas.

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Sobre Samuel Coutinho

Nascido no interior de SP no dia 15/12/1986, em uma cidade chamada Ilha Solteira, Samuel Coutinho se entregou ao heavy metal logo na adolescência. Seu forte sempre foi o heavy metal melódico, variando desde o prog-metal até ao power-metal.

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