Subtropicais: pop-rock esquentando o frio gaúcho
Por Roberto Rillo Bíscaro
Postado em 09 de agosto de 2016
Os Subtropicais são arautos da tempestade, da seca e do carnaval. Sua música é uma fusão de linguagens da música contemporânea com ritmos regionais, sob uma base de rock – na medida certa da experimentação – feita com naturalidade e competência.
Uma banda batizada sob o frenético toque de tambores, cheia de grooves e insinuações rítmicas, mas também capaz de viajar por climas psicodélicos, distorcidos ou suaves. Por estradas inóspitas ou grandes avenidas, eles desfilam suas notas em uma combinação original de cores e sensações. Um quinteto de rock, que toca samba, bossa nova e música latina, pois pra eles tudo isso é rock! Tudo é som, palavra e ritmo…
Os Subtropicais iniciaram seu trabalho em setembro de 2000, ao realizarem os primeiros shows em festivais universitários, teatros e casas noturnas de Porto Alegre e da região metropolitana. Em 2002 lançaram a demo "Os Subtropicais", apresentando músicas autorais influenciadas pelo tropicalismo, pelo psicodelismo dos anos 60 e pelo rock brasileiro da década de 1970. A temo contou com a produção de Marcelo Fruet e da própria banda, abrindo o caminho para apresentações fora do estado e execução nas rádios locais.
Em 2007 a banda lançou seu primeiro álbum oficial, "Temporal no Céu da Boca" (Alvo/Monstro Discos), produzido por Marcelo Fruet e Yuri Freiberger e com distribuição nacional pela Trattore. O disco apresenta em 12 faixas uma intensa fusão de rock contemporâneo com ritmos regionais, grooves negros e latinos, além de letras que abordam o universo do cotidiano urbano, questionamentos existenciais e o mundo fabuloso dos mitos. O trabalho teve boa aceitação de público e da crítica especializada, sendo considerado "um dos melhores álbuns lançados por bandas gaúchas neste ano" (Revista NOIZE #8, out. 2007).
No ano de 2009, os Subtropicais foram convidados para participar da Coletânea Rock 4 Life Internacional Vol. 13, produzida pelo selo norte-americano Quickstar Productions. A faixa escolhida pelos organizadores foi "TV", do álbum "Temporal no Céu da Boca". A coletânea foi lançada em novembro de 2009, e reuniu bandas de 15 países, entre eles Estados Unidos, Austrália, Indonésia, Japão, Itália, Rússia, Polônia, México e Argentina. Segundo os produtores, parte da renda da venda dos discos foi revertida para apoiar pesquisas sobre a Cloreangite Esclerosante Primária, uma doença do fígado.
Em novembro de 2013, os Subtropicais lançaram seu segundo álbum oficial "Produto da Modernidade" (Pisces Records). O disco foi produzido por Mauro Pogorelsky (Slap Mesmo) e possui 14 faixas originais, com projeto gráfico de Marco Boni e fotos de Daniel Zart de Los Santos. Neste trabalho o quinteto refina sua fusão de samba, bossa nova, milonga e rock em músicas diretas, propondo um novo quebra-cabeça de referências que extrapola o universo do Rock Gaúcho. Participaram das gravações grande nomes da cena musical gaúcha como Fernando do Ó, Leonardo Boff, Yanto Laytano, Mateus Mapa e Alexandre Kumpinski, entre outros.
Ao longo de mais de uma década de trabalho, a banda tem tocado pelo Rio Grande do Sul e Brasil em casas de shows, teatros e em festivais ao ar livre, sempre apresentando seu trabalho autoral com seriedade e competência. Durante sua trajetória os Subtropicais já dividiram o palco com artistas como Eddie (PE), Songo (PE), Móveis Coloniais de Acaju (DF), Ecos Falsos (SP), Seychelles (SP), Canastra (RJ), Sabonetes (PR), Samambaia Sound Club (SC), Wander Wildner, Apanhador Só, Pata de Elefante, Pública, Marcelo Fruet e os Cozinheiros, Arthur de Faria e seu Conjunto, Os The Darma Lovers e Cláudio Levitan, entre outros nomes importantes da cena independente brasileira. Entre os festivais de música independente que a banda já participou estão Morrostock (2008), GIG Rock (2007 e 2008) Macondo Circus (2008 e 2009), Grito Rock (2008 e 2009) e Circuito Fora do Eixo (2009, 2010 e 2011).
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