Joe Cocker: documentário idealiza o cantor britânico
Por Roberto Rillo Bíscaro
Postado em 21 de novembro de 2017
Mad Dog With Soul, documentário deste ano, da Netflix, traça perfil bem chapa-branca do fã de Ray Charles e Aretha Franklin, nascido na industrial Sheffield. Os 90 minutos de depoimentos e imagens de arquivo funcionam mais como tributo (merecido) e cronologia para quem deseja conhecer medianamente sua carreira.
Catapultado ao semi-endeusamento pela seminal performance em Woodstock, Cocker começou megaturnê pelos EUA, onde não ganhou dinheiro, mas era tanta doideira que afetaria sua vida pessoal por décadas, porque foi nela que o cantor se viciou em tudo quanto lhe davam. A partir daí, amigos, parentes e colaboradores pintam boa imagem, além de construírem Joe como alma extremamente gentil, incapaz de dizer não ao que lhe empurravam goela ou nariz abaixo; incapaz de lidar sobriamente com as pressões do estrelato e do show bizz. Enfim, é a visão goethiana do artista genial consumido pela arte. Nem o feroz mercado fonográfico parece ter culpa alguma: como Cocker era sensível e afável demais, era antena pronta para captar quaisquer vibrações negativas.
Psicologicamente é retrato por demais raso e o coloca mais como receptor do que como agente. Rita Coolidge afirma que na primeira turnê Cocker chegou a ser ameaçado fisicamente pelos organizadores, quando tentou desistir. Quando é preciso dizer que despediu seu empresário de anos por carta e nunca mais falou com ele novamente, a coisa fica só nisso. Joe era impulsivo, decidia algo e pronto, não há análise. Até parar de beber foi assim; bateu um clique depois de velho e parou facilmente. Fodástico, heim?! Joe Cocker: Mad Dog With a Soul não vira tabloide, porque evita mergulhar no lado sombrio; mostra apenas a superfície.
O documentário jamais entrará para listas de mais influentes sobre roqueiros, mas se você só quer um panorama da carreira, até que serve.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



"Esse disco acabou com minha paixão pelo heavy metal": Sergio Martins revisita clássico
O disco do Black Sabbath considerado uma "atrocidade" pelo Heavy Consequence
Por que "Wasted Years" é a pior faixa de "Somewhere in Time", segundo o Heavy Consequence
Bono elege o que o heavy metal produz de pior, mas admite; "pode haver exceções"
A pior música do pior disco do Iron Maiden, de acordo com o Heavy Consequence
Angra faz postagem em apoio a Dee Snider, vocalista do Twisted Sister
O álbum que é para quem tem capacidade cognitiva de ouvir até o fim, segundo Regis Tadeu
BMTH e Amy Lee - "Era pra dar briga e deu parceria"
A música do Iron Maiden que "deveria ter sido extinta", segundo o Heavy Consequence
A melhor e a pior música de cada disco do Iron Maiden, segundo o Heavy Consequence
Hulk Hogan - O lutador que tentou entrar para o Metallica e para os Rolling Stones
O ícone do thrash metal que era idolatrado na Bay Area e tinha um lobo de estimação
Dave Mustaine lamenta não ter se despedido de ex-integrantes do Megadeth
O guitarrista subestimado do Dio, segundo o baixista Jeff Pilson
Ao lidar com problemas de saúde, Dee Snider admitiu fazer algo que rejeitou a vida inteira
O clássico álbum dos Beatles que teve seu lado B rejeitado por John Lennon; "lixo"
Guitar World: os 100 melhores guitarristas de hard rock
O desodorante que deu origem ao título de um dos maiores hits dos anos 1990


Joe Cocker: ele imortalizou canção ideal para se fazer striptease



