Rush: Geddy Lee escolhe os 10 melhores álbuns da banda
Por Igor Miranda
Fonte: Classic Rock / Louder
Postado em 01 de agosto de 2019
O vocalista e baixista Geddy Lee, do Rush, escolheu os 10 álbuns mais importantes da banda, na avaliação dele, em entrevista à Classic Rock. Cada disco foi comentado pelo músico, que tentou abranger todas as fases do grupo.
Veja, abaixo, os 10 álbuns escolhidos, com um trecho do comentário sobre cada um deles.
"Rush" (1974)
Geddy Lee: "Éramos nós tentando encontrar um som, pensando que queríamos ser uma banda de hard rock e emular as bandas que achávamos legais. Ouço Led Zeppelin ali, um pouco de Humble Pie. John Rutsey (baterista) era muito como Simon Kirke (Free, Bad Company), segurando a batida traseira e mandando ver."
"Fly By Night" (1975):
Geddy Lee: "Tínhamos uma música feita antes de (Peart, baterista) entrar - 'Anthem'. Era mais aventureira, em um tempo estranho. Foi o que convenceu John que, talvez, não seria para ele. Por isso, foi um ponto de mudança. Não era ideia de Neil escrever as letras. Éramos sempre Alex (Lifeson, guitarrista) e eu o incentivando a tentar, porque não queríamos fazer isso, mas funcionou bem."
"2112" (1976)
Geddy Lee: "Nosso terceiro disco, 'Caress Of Steel' (1975), não se conectou às pessoas. Foi muito experimental. [...] A última coisa que esperávamos é que '2112' teria boa recepção, pois a faixa título também era longa, mas havia algo no som de '2112' que era mais definitivo e nos consolidava."
"A Farewell To Kings" (1977)
Geddy Lee: "Foi um sonho gravar na Grã-Bretanha. Muitas músicas que nos influenciaram são do blues rock e prog rock britânico. [...] Foi uma grande aventura."
"Permanent Waves" (1980)
Geddy Lee: "Estávamos no sentindo muito 'formuláticos' em 'Hemispheres' e isso nos assustou. [...] Com 'Permanent Waves', queríamos mais imediatismo na música, um nível diferente de energia. Tínhamos faixas longas, como 'Natural Science', que é uma das minhas favoritas de toda a nossa história, mas o álbum é sobre condensar nossa música e evoluir como compositores."
"Moving Pictures" (1981)
Geddy Lee: "Um disco grande para nós. Nosso nível de sucesso não era nada parecido com o de antes, mas tivemos muitos 'momentos' com esse álbum, pois foi complicado de concluir. Duas músicas vieram rapidamente: 'Limelight' e 'Red Barchetta'. 'Tom Sawyer' foi o oposto. Os solos foram complicados, assim como balancear o encerramento, mas depois de tanto sofrer, conseguimos mandar bem e ficou muito poderosa."
"Power Windows" (1985)
Geddy Lee: "Tivemos a era dos teclados nos anos 80, de 1982 a 1987. Acho que 'Power Windows' foi o melhor desse período. Adoro a qualidade do som, mas foi frustrante para Alex. E eu não sabia disso até o álbum ter sido concluído. [...] Ele não pirou, não é o estilo dele, pois é um cara de equipe. Ele só expressou frustração quando acabamos de gravar."
"Roll The Bones" (1991)
"Havia boas músicas em 'Presto' (1989), como 'The Pass', mas a composição estava mais forte em 'Roll The Bones'. É um disco mais orientado pelas guitarras. Recuamos um pouco com os teclados. Ainda estão ali, mas não tanto como os anteriores."
"Vapor Trails" (2002)
Geddy Lee: "O mais difícil que já fizemos. Nunca achei que voltaríamos para gravar outro álbum. Foi difícil, muito emotivo. Tivemos que redescobrir como trabalhar juntos e considerar a situação de Neil (nota do editor: o baterista perdeu a filha em um acidente de carro e a esposa, vítima de câncer, tendo pedido uma pausa para viajar 88 mil km de moto e refletir sobre a vida). Sua confiança tinha de voltar lentamente. Tivemos que dar espaço para ele, mas, ao mesmo tempo, encorajá-lo. O processo de composição foi muito inseguro e as letras de Neil eram muito sensíveis. 'Ghost Rider' e a faixa título são muito pessoais para ele."
"Clockwork Angels" (2012)
Geddy Lee: "Nunca pensamos que seria nosso último álbum. Só estávamos empolgados por fazer um disco conceitual novamente. Porém, com cuidado para não ficar prog demais. Queríamos soar modernos, diversos, cheios de melodias fortes, mas ainda bem roqueiro. A história de Neil para 'Clockwork Angels' é incrível. [...] Não queríamos, porém, que a música fosse escrava da história. Queríamos conexão entre elas, mas cada música tendo vida fora do conceito. Foi o mais difícil, mas conseguimos, pois é um de nossos melhores trabalhos."
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