Black Sabbath: Ron Keel acredita que teria sido um bom vocalista para a banda
Por Igor Miranda
Fonte: The Metal Voice / Blabbermouth
Postado em 12 de maio de 2020
O vocalista Ron Keel relembrou de quando quase entrou para o Black Sabbath, no ano de 1984, ao conceder recente entrevista ao The Metal Voice transcrita pelo Blabbermouth. O cantor chegou a ser considerado pela banda para substituir Ian Gillan, mas acabou não sendo efetivado.
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Keel destacou que foi "incrível" ter a experiência de lidar com o Black Sabbath. "Eu estava no estúdio gravando demos para a banda Keel quando Spencer Proffer (produtor), que era 'o cara' em Hollywood na época, foi contratado para produzir um novo álbum do Black Sabbath após a saída de Ian Gillan. Spencer me indicou para assumir os vocais do Sabbath e gravamos demos de algumas músicas para Tony (Iommi, guitarrista) e Geezer (Butler, baixista)", afirmou, inicialmente.
O cantor revelou que passou alguns dias com Iommi e Butler, além de chegar a assinar um contrato para se juntar ao Black Sabbath. Porém, ele sentiu que algo não estava certo com a banda naquele período. "Por alguma razão, Spencer Proffer estava querendo transformar o Black Sabbath em uma banda de hair metal dos anos 80, empurrando músicas na pegada da MTV. Isso não é o Sabbath. Eles são os fundadores do heavy metal. Você não transforma o Sabbath no Ratt ou Mötley Crüe", disse.
Ron Keel não acha que sua entrada representaria uma mudança nesse sentido. "Acho que eu teria me encaixado bem. Você pode conferir isso ouvindo as músicas em que eu canto no recente projeto de versões Emerald Sabbath, com membros do Black Sabbath. Tive sorte de poder cantar três músicas: 'Hole in the Sky', da fase Ozzy; 'Trashed', da fase Ian Gillan; e 'Heaven and Hell', clássico com Dio. Minha história com o Black Sabbath nunca vai acabar, pois falo disso em toda entrevista e canto essas músicas com caras como Vinny Appice (baterista), que fez parte da história da banda", afirmou.
Ron Keel diz sentir gratidão pelo fato de o Keel, sua banda, ter sobrevivido ao período em que ele quase entrou para o Black Sabbath. "Eu disse a eles que era a chance da minha vida. Os caras entenderam. Achamos que o show em 7 de abril de 1984 seria nosso primeiro e último. Só que o acordo foi para o ralo. Spencer Proffer foi demitido após o Black Sabbath decidir fazer o que sempre faz e eu estava no meio do tiroteio, pois foi Spencer que me indicou", comentou.
Confira a entrevista na íntegra (em inglês, sem legendas):
Em sua autobiografia, Tony Iommi comenta que Ron Keel era um bom vocalista e conseguiu construir uma carreira após seus dias no Black Sabbath. "Porém, não era o que estávamos procurando na época", disse.
Antes de sua curtíssima passagem pelo Sabbath, Ron Keel gravou o álbum "Steeler" (1983) com a banda Steeler, que tinha Yngwie Malmsteen na guitarra. Depois do Sabbath, no fim de 1984, lançou o primeiro álbum do Keel, "Lay Down the Law". Outros quatro discos foram lançados até o fim da década de 80, além de "Keel VI: Back in Action" (1998) e "Streets of Rock & Roll" (2010). Ele integrou, ainda, projetos como o IronHorse antes de trabalhar em uma carreira solo em definitivo - o registro mais recente, "Fight Like a Band", é de 2019.
Já o Black Sabbath quase deixou de existir após a tentativa com Ron Keel e também com o vocalista David Donato, demitido após uma curiosa entrevista. Tony Iommi decidiu que lançaria um álbum solo em meados de 1985, já que Geezer Butler havia deixado a banda. Porém, o trabalho acabou sendo divulgado como parte da discografia do Sabbath: "Seventh Star" (1986), com Glenn Hughes no vocal.
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