MetalHead: se você é muito sensível esse filme não é para você
Por Luciano Arruda
Fonte: Blog Fluidez Mental
Postado em 27 de junho de 2020
Hoje na dica cultural vou indicar um filme que assisti recentemente e já posso colocar na minha lista de melhores de todos os tempos, com certeza absoluta.
Como sempre não vou dar nenhum tipo de spoiler, e dessa vez vou dividir o comentário em duas partes, na primeira vou falar com o olhar do Psicólogo e na segunda como um fã de Heavy Metal, ou como diz o nome do filme em inglês MetalHead, já que a película trata desse tema também.
Vamos lá, para a Psicologia esse filme é um prato cheio sem dúvidas, aqui vou te dar um alerta, se você é muito sensível eu creio que esse filme não para você, toda a fotografia da película é centrada em um ambiente escuro e desesperador com muita neve, escuridão e solidão, então fica esse aviso.
O filme conta a história de Hera um pequena garota que vive com a família no interior da Islândia. Após uma tragédia que ocorre logo na primeira cena a vida de Hera e consequentemente de toda sua família muda completamente.
Como forma de alívio para a dor a garota encontra o Heavy Metal como uma razão de viver, isso muda seu comportamento de forma positiva pois ajuda realmente a superar a dor e também de forma negativa, pois, ela passa a viver em um mundo fechado e solitário, resultando em brigas com a família e problemas com a comunidade local.
Com essa tragédia a família se desestrutura, problemas conjugais passam a ser visíveis além da depressão e ideações suicidas por parte de mais de um dos membros da casa, o único consolo reside na música.
Uma figura surge no meio da obra e muda tudo, Hera começa a enxergar que tem um problema, na cena em que ela conversa com essa figura tudo é impressionante, preconceitos são desfeitos e podemos ver o poder terapêutico da conversa, e como mudamos quando encontramos alguém que nos ouve e entende.
Em um episódio causado por Hera no entanto tudo muda, a comunidade se revolta contra a família e qualquer coisa que eu fale além disso será um spoiler que estragará totalmente a surpresa do final que sequer posso dizer se é positiva ou negativa, vai lá assiste o filme pois vale muito a pena.
Agora minha visão Headbanger é quem vos fala (esquizofrênico não? ), e se por acaso você não suporta esse estilo musical sim o Metal, muito obrigado pela leitura, mas as linhas abaixo não serão interessantes para você.
Vamos começar do início é preciso respeitar demais um filme com o título de MetalHead e uma trilha sonora com Judas Priest, Megadeth, Savatage e Riot, quantos desses você consegue lembrar a existência? Isso fora todo o visual da personagem principal e referências a várias bandas clássicas tais como Iron Maiden, Accept e Venom.
Você que escuta Metal sabe o poder transformador que estilo musical carrega e isso fica bem explícito no filme, em todas as dificuldades Here recorre ao Metal como forma de alívio, no entanto a obra também não amacia, mostrando como o radicalismo por vezes acaba sendo também prejudicial, gerando principalmente o isolamento e o comportamento antisocial.
Quando relatei a figura misteriosa acima, ela tem tudo a ver com o Metal, aquela coisa de irmandade, um Headbanger entende o outro mesmo nas dificuldades, também mostra que muitas vezes o fã não carrega os estereótipos o cabelo grande, as camisetas de banda ou as jaquetas e coletes com patches, é uma bela lição contra o preconceito.
Os quinze minutos finais do filme são tremendamente marcantes para quem curte Metal, duvido que você não se emocione e surpreenda com essa parte, é daquelas coisas que ficará com vontade de assistir todos os dias.
Outra coisa bem legal que a obra nos traz é o uso das músicas em algumas cenas, no momento onde é tocado Victim of Changes (Judas Priest) o diálogo é arrepiante, a cena de Run for your Life (Riot) é no mínimo surreal,e quando toca Strange Wings (Savatage) eu duvido que você não chore, de verdade é uma das cenas mais dramáticas, tristes e sinceras da história do cinema, o Diretor foi feliz demais nesse momento é uma baita homenagem a todos aqueles que tem paixão pela música e mostra como ela nos acompanha nos momentos mais difíceis.
E vou terminar com um pequeno spoiler juro que não estragar em nada sua experiência com o filme, mas você nunca mais conseguirá escutar Symphony of Destruction (Megadeth) da mesma maneira depois de assistir a cena final da obra, aquilo é legal demais.
Desculpe a quebra de decoro, mas puta que pariu!! Que filme foda!!!
She flies strange wings
Behind a thin disguise
She flies strange wings
Still tears she cries
Escrito por Luciano Arruda, Psicólogo, fundador do Fluidez Mental e Headbanger convicto. Seu contato é [email protected].
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O ícone do metal progressivo que considera o Offspring uma piada
64 shows internacionais de rock e metal para ver no Brasil agora em abril
Luis Mariutti se pronuncia sobre pedidos por participação em shows do Angra
Músicos da formação clássica do Guns N' Roses se reúnem com vocalista do Faster Pussycat
Os 20 maiores riffs de guitarra da história, segundo o Loudwire
A banda brasileira com músicos ótimos e músicas ruins, segundo Regis Tadeu
As 35 melhores bandas brasileiras de rock de todos os tempos, segundo a Ultimate Guitar
Mike Portnoy admite já ter "se perdido" durante shows do Dream Theater
O melhor disco do Led Zeppelin, segundo Robert Plant: "Soava muito pesado"
Série dos Raimundos expõe crítica pesada de Canisso à reconciliação entre Rodolfo e Digão
O disco que Paul Stanley nunca quis fazer; "Eu não tive escolha"
Quando uma turnê do Metallica virou um fiasco, e eles partiram atrás do Lemmy
Por que Aquiles Priester não quis opinar nas músicas do show do Angra, segundo o próprio
Fabio Lione dá resposta curta e "sincerona" a fã que questionou hiato do Angra
Os 30 melhores discos de heavy metal lançados nesta década, segundo a Louder


Max Cavalera: "Deveríamos ter demitido aqueles dois e mantido o nome"
Seguidores do Demônio: as 10 bandas mais perigosas do mundo
Sílvio Santos: "The Number Of The Beast" em ritmo de festa
O profundo significado do termo "Alvorada Voraz", cantado por Paulo Ricardo no RPM
Rockstars que atacaram a igreja, Jesus Cristo e Deus


