Edu Falaschi: bronca de Joe Lynn Turner o fez cair na real sobre shows cantando Angra
Por Igor Miranda
Postado em 17 de setembro de 2020
O vocalista Edu Falaschi revelou, em entrevista do Flow Podcast, como ele deixou o Almah e passou a priorizar sua carreira solo, onde ele voltou a cantar as músicas de seus tempos de Angra. As declarações foram transcritas pelo Whiplash, com sutis adaptações para o texto escrito.
"A carreira solo pintou para eu voltar a cantar as músicas da minha época de Angra. Eu tinha parado, estava com o Almah, que era uma banda já paralela ao Angra. E eram músicas novas, eu não cantava mais Angra", afirmou, inicialmente, antes de contar sobre a entrada do guitarrista Roberto Barros para o projeto solo de Edu.
O cantor, em seguida, comentou que saiu do Angra porque estava muito doente e não conseguia cantar nem "Parabéns Pra Você". "Tive uma crise de refluxo. Os médicos são muito para voz falada e poucos entendem de voz de canto. Então, minha voz começou a sumir, quebrar, falhar, e eu não conseguia mais cantar. Os exames não mostravam nada. Vou ter que montar uma padaria (risos)", disse.
O ponto final da trajetória de Edu Falaschi no Angra foi o show no Rock in Rio 2011, onde ele foi bastante criticado por sua performance. "Cantei mal para caramba. Estava doente, não tinha a mínima condição de cantar no show, mas a banda marcou o show, fui lá e me queimei. Fui top trending no Twitter de gente falando mal, me xingando, mas a galera não sabia que eu estava mal, em depressão. Foi uma fase horrível, então, saí, depois de ser destruído moralmente", afirmou.
Falaschi comentou que a saída do Angra não foi "na boa". "Foi uma saída meio estranha. Eu estava mal, cantando mal, pedia para parar, mas a banda tinha que continuar trabalhando. O Angra já vinha de muita treta interna, desde 2003, quando começaram. E os problemas na voz começaram entre 2004 e 2005. E foi piorando o meu problema, porque o refluxo é um ácido que vem muito do nervoso, e sobe queimando as cordas vocais. Também tive asma, doença de pele... tinha vergonha de sair na rua", disse.
A recuperação demorou, porque os médicos não tinham muita noção do problema, mas aconteceu. "Fui a um médico na Alemanha e foi ele que me falou que eu tinha um refluxo sinistro, que endurece as cordas vocais. Então, comecei a pesquisar e parei de comer besteira, como açúcar, refrigerante, queijo... e senti uma melhora. Fui fazendo vários tratamentos, desde fono até colocar soro fisiológico e engolir pelo nariz, para hidratar as cordas", afirmou.
Em 2015, Edu Falaschi voltou ao palco do Rock in Rio, já com o Almah, e teve uma boa recepção - mesmo estando com 80% da saúde recuperada. Porém, o vocalista ainda estava sem perspectiva para retomar sua carreira.
A carreira solo e a bronca de Joe Lynn Turner
Um convite para cantar no Peru foi o início da retomada de Edu Falaschi. O contratante exigiu que o vocalista fizesse um repertório com músicas do Angra. Ele relutou, pois estava com o Almah, mas aceitou - e o público adorou.
Na ocasião, Falaschi conheceu Joe Lynn Turner, ex-vocalista de bandas do Rainbow, Deep Purple e Yngwie Malmsteen. "Ele não me conhecia, aí fomos jantar e ele perguntou: 'Quem é você? Eu vi o público cantando suas músicas e eu nunca te vi'. Contei a minha história e ele falou: 'Cara, posso te dar um conselho? Você está sendo vacilão demais'. Ele mandou um 'You're fucking stupid'", afirmou.
E qual era o motivo da bronca de Joe Lynn Turner? "Ele disse: 'Você está deixando o legado do Angra só para o Angra? Ficou 12 anos na banda, é a voz da banda, fez várias músicas e vai largar? Você não viu duas mil pessoas cantando? Legal o Almah, mas o seu fã te curte há anos, você já é clássico e tem hits. Os caras querem te ver cantando isso aí. Faz sua carreira solo cantando Angra'", contou Edu.
O vocalista colocou o plano em prática e, segundo ele, "bombou". "Foi aí que comecei a voltar, há 3 anos, ao patamar que eu tinha na época de Angra", concluiu.
O trecho da entrevista que aborda o assunto está disponível no vídeo abaixo.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As duas músicas do Metallica que Hetfield admite agora em 2026 que dão trabalho ao vivo
A música de Raul Seixas que faria ele ser "cancelado" nos dias de hoje
Festival SP From Hell confirma edição em abril com atrações nacionais e internacionais do metal
A música "mais idiota de todos os tempos" que foi eleita por revista como a melhor do século XXI
Como é a estrutura empresarial e societária do Iron Maiden, segundo Regis Tadeu
A banda de rock que lucra com a infantilização do público adulto, segundo Regis Tadeu
Marcello Pompeu lança tributo ao Slayer e abre agenda para shows em 2026
Cinco discos de heavy metal que são essenciais, segundo Prika Amaral
Rafael Bittencourt dá dica para músicos e conta como Kiko Loureiro "complicou" sua vida
Derrick Green explica por que seu primeiro disco com o Sepultura se chama "Against"
Tony Iommi tem 70 guitarras - mas utiliza apenas algumas
O clássico que é como o "Stairway to Heaven" do Van Halen, segundo Sammy Hagar
Matt Sorum admite que esperava mais do Velvet Revolver
Metal Hammer coloca último disco do Megadeth entre os melhores da banda no século XXI
O cantor que Glenn Hughes chama de "o maior de todos"

Edu Falaschi: o que ele sentiu após notificação extrajudicial de Rafael Bittencourt
Para Edu Falaschi, reunião do Angra no Bangers Open Air será "inesquecível"
O membro do Angra que contribuiu demais para reunião da formação "Rebirth"


