Edu Falaschi: por que Aquiles Priester topou entrar para carreira solo em vez de banda
Por Igor Miranda
Postado em 04 de junho de 2021
Edu Falaschi surpreendeu ao anunciar, em 2017, que seguiria em carreira solo. O vocalista vinha se dedicando ao Almah, nos anos anteriores, especialmente após sua saída do Angra, em 2012.
Chamou ainda mais atenção que o baterista Aquiles Priester, seu colega de Angra em parte da década de 2000, estaria envolvido com a carreira solo. A formação do grupo solo conta, ainda, com o tecladista Fabio Ribeiro (ex-membro de turnês do Angra), o guitarrista Roberto Barros e dois parceiros de Edu no Almah: o também guitarrista Diogo Mafra e o baixista Raphael Dafras.
Em entrevista ao Flow Podcast, transcrita pelo Whiplash.Net, Edu Falaschi e Aquiles Priester explicaram por que seguiram com um projeto de carreira solo do vocalista em vez de uma banda propriamente dita. O baterista também contou por que aceitou envolver-se em um projeto solo de outra pessoa, considerando que também tem uma trajetória de destaque no segmento.
O assunto começou após Igor 3K, um dos apresentadores, perguntar aos músicos se parcerias mais duradouras são comuns dentro do meio do metal. Edu e Aquiles haviam comentado que, entre idas e vindas, trabalham juntos desde o ano 2000.
Priester, inicialmente, respondeu: "Dentro das conversas que ouvi das bandas grandes... quando você começa a tocar com mais gente de fora, sempre ouve histórias. Durante muito tempo, achei que existia democracia dentro de bandas, que era importante todas as pessoas terem o mesmo espaço e voz. Mas se você pegar as bandas grandes, que realmente deram certo, pode sempre ver que tem dois caras, no máximo, que dão a cara para a banda. As outras pessoas são tão importantes quanto eles na parte musical, no aspecto visual, mas são pessoas que confiam naquilo".
Em seguida, o baterista contou que foi o responsável por sugerir ao vocalista que o novo projeto fosse uma carreira solo em vez de uma nova banda. De acordo com Aquiles, a prioridade era dar repercussão ao trabalho, o que seria mais fácil com um nome já conhecido em vez de consolidar uma marca do zero - algo que ele exemplificou ao citar seu próprio grupo, o Hangar, e o Almah, de Falaschi.
"Quando a gente voltou a tocar junto em 2017, a ideia do Edu era fazer uma banda nova, Rebirth of Shadows. Fizemos até uma reunião com a banda dentro do busão. Quando começamos a falar, eu falei: 'Acho que a gente deveria continuar com o time do jeito que está, seríamos a sua banda solo'. Ele falou: 'Mas não é estranho? Porque você tem uma p*ta história'. E eu: 'Cara, para mim, é estranho se a banda não estiver com agenda e levar gente aos shows'. Como eu e o Edu tivemos bandas do segundo escalão, que são as nossas bandas...", afirmou.
Edu fez uma pequena intervenção para contextualizar: "Paralelamente ao Angra, tivemos outras bandas - o Hangar e o Almah".
Aquiles retomou: "Essas duas bandas são incríveis, legais para c*r*lho, mas por algum motivo o público nunca reconheceu dessa forma. Então, até falei para o Alemão: 'Se a gente fizer uma banda nova, vamos fundar mais um Hangar, mais um Almah, então vamos continuar sendo a sua banda'".
Na visão de Falaschi, "uma marca nova é pior do que um nome já consagrado, como Aquiles Priester, Edu Falaschi". "A galera já está ligada, como: 'Ah, o Edu Falaschi do Angra, ou Aquiles Priester do Angra'. É mais fácil de vender. Agora, se você falar de uma banda tal. O que é? Ah, é uma banda do cara tal...", declarou.
O baterista pontuou: "É muita explicação". Por fim, o vocalista destacou que a aceitação ao novo projeto solo tem sido muito boa, tanto nos palcos quanto em seu novo álbum, "Vera Cruz". "Agora, já estamos há quatro anos bombando, graças a Deus", concluiu.
A entrevista completa pode ser conferida no player de vídeo a seguir.
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