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Champignon: como morte de Chorão e críticas abalaram o baixista, segundo Tadeu Patolla

Por Igor Miranda
Postado em 03 de agosto de 2021

A morte do baixista Champignon tornou a história final do Charlie Brown Jr ainda mais trágica. O músico cometeu suicídio em setembro de 2013, aos 35 anos, cerca de 6 meses após o falecimento do vocalista Chorão, em decorrência de uma overdose, aos 42.

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Em entrevista ao À Deriva Podcast, transcrita pelo Whiplash.Net, o produtor Tadeu Patolla, que trabalhou com o Charlie Brown Jr em boa parte de sua trajetória, refletiu sobre as perdas de Chorão e Champignon. Ele destacou que sentiu mais o falecimento do baixista, devido à forma como a situação se desenrolou.

"Senti mais a morte dos Champignon do que a do Chorão. O caso do Chorão foi aquilo: achou que ele era de ferro, que fosse aguentar as coisas que ele fazia. Agora, o Champignon, tinha uma parte de desgosto ali. Ele tinha uma ligação forte com o Chorão. Sempre brigaram muito, como pai e filho, como irmão - Champignon sempre perdia, né? Foi triste. Tinha um carinho muito grande por ele. Era o meu pupilo ali, o conheci quando ele tinha 16 anos", afirmou, conforme transcrito pelo Whiplash.Net.

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A história da morte de Champignon começa, de fato, com o falecimento de Chorão. O baixista ficou abalado com a perda do amigo, mas decidiu "continuar" com o Charlie Brown Jr, que mudou de nome para A Banca e trouxe o próprio Champs no vocal, convidando Lena Papini para assumir seu antigo instrumento e completar a formação.

"Comecei a receber notícias deles, tipo: 'a gente não pode parar, o Charlie Brown depende de muita gente, tem que continuar de alguma forma, mas como?'. Daí, conversando entre eles, falaram: 'vamos mudar o nome para A Banca'. Colocaram o Champignon como vocalista", afirmou.

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O produtor destacou, por um lado, que Champignon tinha experiência como vocalista, então, a ideia não soava tão estranha. "Quando ele saiu da banda, ele criou o Revolucionários e me chamou para fazer o disco. Ele me surpreendeu como vocalista, tocando baixo e cantando. O disco cheio de recadinho pro Chorão: 'cê vai queimar no inferno, num sei o quê'. Eu dava risada e falava: 'para de mandar recado para o cara'", disse.

Por outro lado, parecia cedo demais para comandar um projeto que poderia ser entendido como um "novo Charlie Brown Jr", na visão de Tadeu. "Eles quiseram continuar com um argumento e ficava todo mundo dividido, tipo: 'pô, o Chorão nem esfriou ainda, acabou de morrer bicho, era seu amigo, parem todos'. E eles: 'a gente não pode parar, tem muito show marcado, muita gente dependendo disso, roadies, galera da graxa, produção dos shows'. Decidiram continuar", declarou.

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"Champignon não conseguiu ficar bem"

Mesmo com a sequência das atividades na música após a morte de Chorão, Champignon ainda parecia muito afetado pela perda do amigo, de acordo com Tadeu Patolla. A situação piorou quando o músico começou a receber críticas de alguns fãs nas redes sociais.

"Champignon estava muito abalado. Ele ia lá em casa e falava que não sabia como iria se virar. Eu falei: 'você tem que assumir seu posto; se não quer mais tocar baixo, se quer que a Lena toque baixo e você vira vocalista, então tem que estudar isso'. Mas ele não estava com a cabeça boa, né? Estava muito atordoado, atormentado com a morte do Chorão e com todas as coisas que aconteciam na vida dele", disse.

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Por tudo isso, a performance de Champs como vocalista ficou comprometida. "Ele não conseguiu ficar bem, então ele fazia show, ou ia em programa de TV, e esquecia letra de música. Ele não tinha aquela coisa que o Chorão tinha. Champignon é baixista, um gênio do baixo, né? Não frontman, que seria o que o Chorão foi a vida toda, tentar fazer o que ele fazia. Mas tentou", afirmou.

Tadeu Patolla reforçou o que outras pessoas próximas a Champignon disseram em diferentes entrevistas: as críticas de alguns fãs nas redes sociais deixaram o músico muito triste. "Os fãs começaram a crucificar o Champignon. Literalmente. Tinha foto no Facebook em que o Champignon estava pendurado em uma cruz. Eram os fãs que faziam isso", comentou.

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Por fim, o produtor relembrou da ocasião em que recebeu a notícia da morte de Champignon. "Passaram-se 4 ou 5 meses dele fazendo isso até que um dia recebi várias mensagens umas 2h ou 3h da manhã. Dizia: 'o Champignon morreu'. Falei: 'ah, isso aí é brincadeira'. Era na época que 'matavam' todo mundo na internet, que era fake. Depois da décima mensagem, pensei que era verdade, comecei a conversar e vi que era real", pontuou.

O trecho da entrevista em que Patolla fala sobre o assunto pode ser assistido a seguir.

O vídeo completo do bate-papo pode ser visto abaixo.

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No Brasil, o Centro de Valorização da Vida (CVV), associação civil sem fins lucrativos, oferece apoio emocional e prevenção do suicídio, gratuitamente, 24 horas por dia. Qualquer pessoa que queira e precise conversar, pode entrar em contato com o CVV, de forma sigilosa, pelo telefone 188, além de e-mail, chat e Skype, disponíveis no site www.cvv.org.br.


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Sobre Igor Miranda

Jornalista formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), com pós-graduação em Jornalismo Digital pela Universidade Estácio de Sá. Começou a escrever sobre música em 2007 e, algum tempo depois, foi cofundador do site Van do Halen. Colabora com o Whiplash.Net desde 2010. Atualmente, é editor-chefe da Petaxxon Comunicação, que gerencia o portal Cifras, Ei Nerd e outros. Mantém um site próprio 100% dedicado à música. Nas redes: @igormirandasite no Twitter, Instagram e Facebook.

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