Matérias Mais Lidas

imagemMetallica: se você achou caro o pacote do Titãs, fuja dos preços da turnê de Hetfield & Cia

imagemCinco discos de heavy metal para ouvir sem pular nenhuma faixa

imagemO dia que Cazuza pagou justo esporro para Sandra de Sá ao ver atitude da cantora em festa

imagemRed Hot Chili Peppers virá ao Brasil no próximo ano, diz José Norberto Flesch

imagemFãs não perdoam e reclamam da bateria de Lars Ulrich em novo single do Metallica

imagemJohn Lennon sentia que seu filho Julian "queria que Paul McCartney fosse seu pai"

imagemTitãs e o integrante que era visto como um líder mas saiu por estar em outra

imagemBandas de rock que lançaram poucos discos, mas continuam fazendo muito sucesso

imagemTim Ripper Owens diz que nunca voltaria ao Iced Earth

imagemCharlie Benante não sabia de tour do Metallica com o Pantera

imagemMotörhead lança a música inédita "Bullet In Your Brain"; ouça aqui

imagemA importância da ex-esposa de James Hetfield em sua luta contra o alcoolismo

imagemO motivo pelo qual Steven Tyler disse que "daria na cara" de Elvis Presley

imagemCinco músicos que nunca voltarão para as bandas que os consagraram

imagemLed Zeppelin e a fala que Robert Plant tem vergonha mas não tem como apagar da história


Summer Breeze
Samael Hypocrisy

Renato Russo: ele parou com coquetel contra Aids antes de morrer, diz Paulo Ricardo

Por Igor Miranda
Postado em 07 de setembro de 2021

A morte de Renato Russo, vocalista da Legião Urbana que nos deixou em 1996 devido a complicações do vírus HIV, foi provocada "por livre e espontânea vontade", segundo Paulo Ricardo. O ex-cantor e baixista do RPM disse que o amigo deixou de tomar o chamado coquetel antiaids, com azidotimidina (AZT).

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

O assunto foi pautado por Paulo Ricardo em entrevista ao Vênus Podcast, com transcrição do Whiplash.Net. Na ocasião, o ex-integrante do RPM relembrou de uma gravação feita ao lado de Renato - os dois registraram uma versão de "A Cruz e a Espada", da antiga banda de Paulo para o álbum "Rock Popular Brasileiro" (1996), pouco tempo antes do frontman da Legião Urbana falecer.

Inicialmente, Paulo lembrou que a história dessa colaboração começa em 1986, uma década antes da gravação em si. "Essa foi uma das primeiras músicas que fiz. Está no primeiro disco do RPM, com violão de nylon, clarinete, e a música sempre foi muito bem na rádio. Havia uma revista chamada 'Bizz' com uma matéria onde Renato e eu iríamos nos entrevistar. A matéria foi ótima, ficamos super amigos. No fim, em off, ele perguntou como eu fiz a música, pois ele a adorava. Então, contei para ele", afirmou.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Dez anos depois, em 1996, o ex-RPM foi convidado pela Som Livre para gravar um álbum chamado "Rock Popular Brasileiro". "Eu faria minhas releituras de minhas músicas favoritas: Rita Lee, Raul Seixas, Blitz, Lulu Santos, mesmo Roberto Carlos, Beto Guedes, Caetano Veloso. Por estar no Rio, poderia convidar os amigos, então tem Frejat, João Barone na bateria, Rodrigo Santos, e eu me lembrei desse encontro com Renato", disse.

Na época, Renato Russo já havia sido diagnosticado com o vírus HIV, "mas não era algo escancarado como o Cazuza", segundo Paulo Ricardo. "Não falavam muito disso. Havia certo respeito também. Ele já estava recluso, mas aceitou. Fui buscá-lo no apartamento dele, que [...] era com livro e disco em todo canto. Tinha uns armários de cozinha lotados de vinil, que davam volta no quarto. Era um cara muito culto", afirmou.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

O processo de gravação foi "de arrepiar", nas palavras do músico. "Renato ouviu o arranjo e começou a cantar, com aquele vozeirão. A música era bem vazia, arranjo bem vazio, apenas dois violões com quarteto de cordas. E ele cantando e fumando Carlton. A gente falava: 'nossa, que voz... ele deve ter muitos cuidados'. Daí ele cantando e fumando. Ele se emocionou, todos se emocionaram, foi uma tarde inesquecível - de arrepiar", contou.

Morte por "livre e espontânea vontade"

Ainda durante a entrevista, Paulo Ricardo lembrou que a gravação de "A Cruz e a Espada" com Renato Russo ocorreu meses antes da morte do amigo. Ele revelou, então, que o líder da Legião Urbana optou por não tomar mais o coquetel antiaids, o que pode ter comprometido sua saúde em meio à luta contra o vírus - que não tem cura, mas pode ser tratado com medicamentos que preservam as células de defesa do organismo.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

"Isso (a gravação) foi em fevereiro de 1996. Ele nos deixou em outubro daquele ano. Foi por livre e espontânea vontade. Ele decidiu parar de tomar o coquetel AZT. Difícil... bem difícil. Muito triste", afirmou.

Apesar disso, as recordações daquela sessão em estúdio são as melhores possíveis. "O que ele deixou ali foi incrível. Voltamos super felizes, eufóricos, cantando aos berros uma música do Genesis: 'Dancing with the Moonlit Knight'", disse.

Em seguida, Paulo contou que mantinha contato com Renato em seus tempos finais de vida, mas que o próprio artista mantinha-se mais recluso. "A gente se falava com alguma frequência, mas era uma fase em que todos já sabiam que ele era soropositivo e estava na dele, terminando o disco 'A Tempestade ou O Livro dos Dias' (1996)", declarou.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Ainda em 1996, meses antes de morrer, Renato Russo falou sobre como era complicado passar pelo tratamento com coquetel antiaids. Na ocasião, ele deu a famosa declaração: "Quando eu tomo o coquetel (de AZT e outros), é como se tivesse comendo um cachorro vivo. E o cachorro me come por dentro".

A entrevista de Paulo Ricardo ao Vênus Podcast pode ser conferida a seguir.

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Siga Whiplash.Net: Facebook | Instagram | Twitter | YouTube

Receba as novidades do Whiplash.Net por WhatsApp


Stamp


publicidadeAdemir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | André Silva Eleutério | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Euber Fagherazzi | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Henrique Haag Ribacki | José Patrick de Souza | Julian H. D. Rodrigues | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva |
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

A diferença direta e objetiva que existia entre Cazuza e Renato Russo

A música do Ramones que Renato Russo usou para compor "Que País é Este?"

Renato Russo obrigou Skank a cancelar horário no estúdio porque não queria dividir local

Dado Villa-Lobos relembra primeiro show que assistiu de Renato Russo

Relembre 26 músicas gravadas por Renato Russo, a voz da Legião Urbana

Veja como a morte de Renato Russo foi noticiada pela Rede Globo

Renato Russo tentava boicotar Legião marcando show em dia de jogo na copa de 1994

O dia que Renato Russo colocou companheiro da Legião em saia justa após piti homérico

O curioso destino do enorme saco de maconha medicinal de Renato Russo após sua morte

A música da Legião Urbana que Renato Russo escreveu inspirado em Cazuza

A visão de Dado sobre disputa pelo nome "Legião Urbana" com herdeiro de Renato Russo

Relembre 26 músicas gravadas por Renato Russo, a voz da Legião Urbana

Heavy Metal: os maiores álbuns da história para os gregos

Bruce Dickinson: ele revela os três vocalistas que nunca vai conseguir superar


Sobre Igor Miranda

Jornalista formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), com pós-graduação em Jornalismo Digital pela Universidade Estácio de Sá. Começou a escrever sobre música em 2007 e, algum tempo depois, foi cofundador do site Van do Halen. Colabora com o Whiplash.Net desde 2010. Atualmente, é editor-chefe da Petaxxon Comunicação, que gerencia o portal Cifras, Ei Nerd e outros. Mantém um site próprio 100% dedicado à música. Nas redes: @igormirandasite no Twitter, Instagram e Facebook.

Mais matérias de Igor Miranda.