Os maiores acertos de "Dark Side of the Moon", na opinião de Nick Mason, do Pink Floyd
Por Igor Miranda
Postado em 06 de outubro de 2021
Lançado em 1973, "The Dark Side of the Moon" é o álbum de maior sucesso da carreira do Pink Floyd e um dos discos mais vendidos da história. Também foi o trabalho responsável por fazer a banda, formada por Roger Waters, David Gilmour, Nick Mason e Richard Wright, estourar de vez.
Em entrevista recente à 95.5 KLOS, transcrita pelo Ultimate Guitar, Mason, baterista do Pink Floyd durante basicamente toda a existência da banda, refletiu sobre os maiores acertos de "The Dark Side of the Moon". Na visão do músico, a obra tem vários pontos positivos: letras atemporais, sonoridade incrível e trabalho de arte gráfica acima da média.
Inicialmente, Nick destacou a importância do "todo" e começou com uma análise relacionada às letras das músicas, assinadas por Waters, vocalista e baixista. "Uma das coisas para fazer um álbum que funcione como esse funcionou é: não é só uma coisa que o faz ser assim. As letras de Roger são extraordinárias, porque elas são mais relevantes para um cara de 50 anos do que para um cara de 23, que é a idade que ele tinha quando fez esse disco, eu acho", afirmou.
Em seguida, o baterista destacou que a proposta das letras não poderia ser tão apreciada sem boas músicas, com um trabalho de qualidade em estúdio. Para isso, a colaboração do engenheiro de som Alan Parsons foi essencial.
"Funcionou muito bem que Alan Parson fosse o novo, jovem e desejado engenheiro de Abbey Road (estúdio). Ele garantiu que a qualidade do som fosse fantástica", disse.
O aspecto visual de "The Dark Side of the Moon", no que diz respeito a capa e encarte, também foi importante para consolidar a obra. "Além da música, o fato de que a Hipgnosis (estúdio de arte gráfica) ter feito aquela capa... é uma imagem realmente icônica", declarou.
Até mesmo a gravadora, Harvest, subsidiária da EMI / Capitol Records focada em rock progressivo, foi lembrada por Nick Mason. "A gravadora teve um papel em tudo isso. Estávamos na Capitol Records aqui (nos Estados Unidos) e estávamos decepcionados com eles, pois estávamos fazendo sucesso na Europa e no Reino Unido. Trouxeram um cara chamado Bhaskar Menon como novo presidente e ele falou: 'vou fazer esse disco funcionar'. E ele fez. Ele galvanizou as vendas para garantir que o álbum saísse em todo lugar. É mais de uma coisa que explica esse disco", pontuou.
Tecnologia e "menos é mais"
Em outro momento da entrevista, Nick Mason foi perguntado sobre as dificuldades de se produzir uma obra como "The Dark Side of the Moon" em tempos onde a tecnologia ainda era precária. Muitos elementos sonoros que hoje podem ser facilmente produzidos no computador, no passado, demandavam um imenso trabalho - e investimento proporcional.
"Era uma tarefa demorada em comparação aos computadores e Pro Tools (programa de gravação). Você também economizava, porque tinha menos recursos, tinha que tomar decisões durante o processo", disse.
As dificuldades faziam, então, com que o Pink Floyd adotasse em estúdio uma abordagem mais peculiar, na linha de "menos é mais". "Uma vez que você fazia baixo e bateria, acabou - não dava para refazer e, consequentemente, você não passava dias em estúdio tentando descobrir se o chimbal estava certo ou se precisa ser refeito. Essa abordagem mais ampla tornou as coisas mais rápidas, curiosamente", afirmou Mason.
A entrevista completa pode ser conferida, em inglês e sem legendas, no player a seguir.
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