Autobiografia explica como Dio popularizou o chifrinho com as mãos no Metal
Por Clovis Roman
Postado em 02 de abril de 2022
Press-release - Clique para divulgar gratuitamente sua banda ou projeto.
O símbolo que todo fã de Metal faz nos shows, emulando um chifre com o dedo indicador e mindinho, se popularizou no começo dos anos 1980, assim que Ronnie James Dio, recém saído do lendário Rainbow, assumiu a complicada missão de ser o novo vocalista do Black Sabbath.
Na autobiografia oficial do cantor, Ronnie James Dio: Rainbow in the Dark, lançada no mercado brasileiro pela editora Estética Torta, o próprio vocalista comentou quando teve o primeiro contato com o gesto, que tinha na época, obviamente, outro significado. Segundo Dio, que era apegado a avó Erminia, "Comecei a notar que minha avó fazendo um gesto estranho com a mão quando estranhos se aproximavam ou passavam muito perto. O gesto consistia em levantar o dedo indicador e o dedo mindinho, enquanto dobrava o dedo médio e o anular na palma da mão, em que eram segurados pelo polegar. Só descobri anos depois que este era o Maloik, também conhecido como O Demo, ou como o Sinal do Diabo, ou como Mão Cornuta. Algo que minha vovó usava como proteção contra o mau-olhado".
Quando cresceu, Dio esteve em alguns grupos até se estabilizar com o Elf, banda que mais tarde seria contratada em sua quase totalidade para gravar o disco de estreia do Rainbow, banda que o lendário guitarrista Ritchie Blackmore montou após sair do Deep Purple. Com o final dos anos 1970, Dio deixou o grupo e acabou tendo contato com Tony Iommi, o que resultou em sua entrada no Black Sabbath, com quem lançou a obra-prima revigorante Heaven and Hell, em 1980.
Prestes a estrear a turnê mundial deste trabalho, Dio não tinha dúvidas que conseguiria cantar todas as músicas antigas com qualidade, porém, havia um receio sobre a recepção dos fãs do grupo nos shows ao vivo. "Como os fãs mais ortodoxos do Sabbath se sentiriam a respeito disso? O que eu poderia fazer para mostrar a eles que eu era o mesmo, mas de uma forma que fosse verdadeira para mim?". A solução veio das lembranças da infância: "Finalmente encontrei a chave para destrancar aquela porta, quando estava sonhando acordado em meu quarto de hotel, pensando em minha velha e assustadora vó siciliana e aquele sinal amedrontador com a mão. A Mão do Demo! Foi perfeito. Ozzy sempre foi associado no Sabbath com o brilho do sinal de V, pela paz. Levantar minha mão com o sinal do Maloik, como minha avó o chamava, seria parecido o bastante, para ecoar o famoso sinal da paz de Ozzy, mas diferente o suficiente para sinalizar claramente um novo xerife na cidade".
O receio logo escoou pelo ralo à medida que os shows aconteciam, e o gesto acabou se tornando um dos símbolos máximos do Metal até hoje. "Assim que comecei a mostrar as Mãos do Demo, os fãs perceberam e começaram a mostrá-las de volta. Apenas algumas dezenas no início, mas mais a cada noite, conforme o boca a boca se espalhava – e as críticas da imprensa musical começaram a mencionar o gesto. Logo comecei a sentir que realmente pertencia ao palco com o Sabbath". O vocalista gravou dois álbuns com o Black Sabbath naquela época. Além de Heaven and Hell, em 1982 veio Mob Rules. Assim que deixou o grupo, iniciou uma carreira solo de grande sucesso.
Antes de sua trágica morte em 2010, Ronnie James Dio estava escrevendo uma autobiografia, colocando no papel memórias da notável vida que o levou de sua cidade natal no interior do estado de Nova York aos maiores palcos do mundo. O trabalho foi finalizado por sua esposa de longa data, Wendy Dio, e pelo escritor Mick Wall, um dos mais renomados do mundo neste segmento. O resultado foi o livro RAINBOW IN THE DARK: A AUTOBIOGRAFIA, um testamento franco, surpreendente, muitas vezes hilário, às vezes triste, de dedicação e ambição, repleto de comoventes anedotas, gloriosas histórias de excessos e sinceras recordações do que realmente aconteceu nos bastidores.
O livro foi disponibilizado no Brasil em uma edição especial, com 324 páginas, capa dura e acabamento de luxo, com pintura trilateral vermelha. A mesma editora também colocou no mercado a HQ HOLY DIVER, inspirada em um dos grandes clássicos da carreira do cantor.
Adquira o livro:
https://www.esteticatorta.com/produtos/livro-rainbow-in-the-dark-a-autobiografia-de-ronnie-james-dio
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Ripper Owens: "Há uma razão pro Iron Maiden tocar pra 20 mil e o Judas pra 5 mil"
20 bandas que nunca lançaram um disco ruim, de acordo com a Metal Hammer
Rhapsody se despedirá com formação clássica ao lado do Epica na América do Sul
Dave Lombardo comenta lenda dos 33 minutos de "Reign in Blood"
Classic Rock ranqueia discografia do Bon Jovi do pior ao melhor álbum
Dave Lombardo conta que "névoa mental" o fez usar anotações nos shows
Live anuncia cancelamento de shows no Brasil
A cantora que conquistou James Hetfield com sua voz "de cheiro de cigarro"
A música do Led Zeppelin que Jimmy Page achou que todos entenderiam, mas que nada!
O guitarrista que Keith Richards não queria que entrasse nos Stones, apesar de tocar muito
Ronnie James Dio considerava Ritchie Blackmore "um gênio"
Em clima de Copa do Mundo, Angra lança videoclipe da releitura de "Pra Frente Brasil"
O clássico do Angra de Andre Matos que parece com faixa do "MI'RAJ", segundo Edu Falaschi
A melhor música de rock progressivo de todos os tempos, segundo os leitores da Prog
Por que Edu Falaschi evitou o caminho mais óbvio ao retratar o Oriente Médio em "MI'RAJ"


A música em que Dio disse ter cantado "como uma garota"
O clássico que quase foi para o lixo por ser "pop" e parecer música de parque de diversões
A música de Dio que ele achava que Ozzy Osbourne não conseguiria cantar
Ouça tributo ao Rainbow com verdadeira seleção de astros do rock e metal
Quem inventou os chifrinhos do metal? Segundo Wendy Dio, ninguém
O vocalista de heavy metal que Jack Black comparou a Pavarotti
Os 10 maiores vocalistas de heavy metal de todos os tempos, em lista do Ruthless Metal
Ronnie James Dio: "Finalmente Bruce Dickinson assumiu que sou um de seus heróis"


