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Integrantes do Kiss avaliam e comentam o álbum "Hotter Than Hell" faixa a faixa

Por André Garcia
Em 21/06/22

Em 1974 o Kiss surgiu com seu álbum de estreia, autointitulado, que, embora possua diversos clássicos pedidos pelos fãs até hoje, obteve vendas pouco expressivas. Por isso, ainda naquele mesmo ano, a banda foi obrigada a voltar ao estúdio para produzir seu segundo trabalho.

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O resultado foi "Hotter Than Hell", produzido por Ritchie Wise e Kenny Kerner e lançado em 22 de outubro. E no livro Kiss por trás da máscara - a biografia oficial autorizada, de David Leaf e Ken Sharp, Paul Stanley, Gene Simmons, Ace Frehley e Peter Criss avaliaram e comentaram o álbum faixa a faixa.

Gene Simmons: Aquelas músicas foram, em grande parte, escritas em turnê, e algumas delas eram sobras da primeira demo do Kiss. Eu gosto bastante do "Hotter Than Hell". Eu daria três estrelas para o álbum como todo.

Paul Stanley: Eu daria três estrelas para o "Hotter Than Hell". Gosto muito de algumas coisas de lá. Ao vivo, éramos uma banda mais pesada. Tentamos capturar a forma como soávamos ao vivo, [mas], infelizmente, parece que não estávamos trabalhando com as pessoas mais indicadas para isso…

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Peter Criss: Ele foi feito na Califórnia. Não estávamos acostumados com a Califórnia — éramos nova-iorquinos. [A cidade] era meio que decadente e era muito louca. Eu daria três estrelas para aquele álbum, porque há muita decadência nele.

Ace Frehley: "Hotter Than Hell" foi um álbum mais difícil de gravar do que nosso primeiro disco. Mas trabalhar em Los Angeles foi divertido. Eu daria três estrelas e meia.

Got to Choose


Paul Stanley: É uma das minhas músicas preferidas do Kiss. Tinha uma banda chamada Boomerang, que tinha alguns dos caras do Vanilla Fudge, e eles fizeram uma versão de "Ninety-Nine and a Half (Won't Do)". Tenho certeza absoluta que é o riff que usei em "Got to Choose".

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Parasite


Ace Frehley: Na turnê do "Psycho Circus" eu comecei a tocar ela na passagem de som. Eu esqueci que o Kiss tocava ela com Bruce [Kullick]. Paul disse: "Você não está tocando certo!", e eu respondi: "Ué, que m*rda é essa? Fui eu que compus essa p*rra [risos]!"

Goin' Blind


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Gene Simmons: "Goin' Blind" é uma música dos anos 70. Naquela época eu ouvia muito Cream e Mountain. Ela é uma das minhas preferidas. Para mim, até mesmo algo na gravação, a compressão da bateria, parece ter dado certo.

Hotter Than Hell


Paul Stanley: Foi muito influenciada pelo Free. Tinha aquela simplicidade, um esquema no qual se canta por cima de certos acordes vocais que o Free usou em "All Right Now". "All Right Now" contava uma história de um cara que vê uma garota e quer pegar ela; "Hotter Than Hell" é basicamente a mesma coisa.

Let Me Go, Rock 'n Roll


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Gene Simmons: Eu escrevi a letra inteira, e Paul adicionou o padrão de acordes. E eu tirei aquele riff de uma música antiga do Paul chamada "Where There's Fire". A letra original de Paul era: "If you're gonna go to Puerto Rico" [se você for a Porto Rico]. Eu comentei: Paul, é melhor não…

All the Way


Gene Simmons: Na verdade, copiei um trechinho de uma banda de Mitchy Rider, chamada Detroit. Eles tinham uma música que tinha o mesmo som que o Mountain. Lembro que a parte do sino em "All the Way" surgiu pensando em deixar parecida com "Mississippi Queen", do Mountain.

Watchin' You


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Gene Simmons: Era tipo um desdobramento de "Mississippi Queen". A letra veio do filme de Hitchcock, Janela Indiscreta, que é sobre um cara que sem querer testemunha um assassinato. Também tem o aspecto voyeur de observar mulheres atraentes se despindo, uma ocorrência comum em Nova Iorque.

Mainline


Paul Stanley: Peter disse a mim e Gene: "Se eu não cantar essa música, eu saio da banda." Eu preferiria que ele dissesse "Ela significa muito para mim" do que ficar com aquela pressão em cima de mim.

Comin' Home


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Paul Stanley: Ficamos presos num hotel horrível, em uns quartinhos minúsculos, e estávamos com saudades de casa. Eu sentia muita saudade de Nova Iorque. Eu sei que Ace e eu a compusemos, mas não me lembro como e nem onde.

Strange Ways


Ace Frehley: Do nada, aquele trecho musical me surgiu. Era uma daquelas melodias inspiradas, pesadas. Eu esqueci o quanto ela era pesada. Um dos meus solos preferidos é o de "Strange Ways". Ele foi feito numa tacada só. Eu simplesmente fechei os olhos, e foi aquilo o que saiu.

FONTE: Kiss por trás da máscara
a biografia oficial autorizada, de David Leaf e Ken Sharp

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Sobre André Garcia

Sou redator e tradutor freelancer e escritor, autor do livro de contos Liber IMP. Ouço rock desde pequeno, leio coisas sobre bandas desde sempre e escrevo sobre ela já tem anos. Cresci como fã de Iron Maiden e paladino do rock, mas já me tratei. Hoje sou fã de nomes como Beatles, David Bowie, The Cure, Kraftwerk e Velvet Underground, e de cenas como a Londres psicodélica, a Nova Iorque proto-punk e a Manchester pós-punk. Escrevo notas e notícias rápidas para o Whiplash.Net visando compartilhar conteúdo relevante sobre música e cultura pop.

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