O hit do The Cure que para o vocalista Robert Smith é uma "canção pop idiota"
Por André Garcia
Postado em 20 de junho de 2022
Na música popular, não é raro que bandas torçam o nariz para seus hits — por mais esquisito que isso possa parecer. E, como o vocalista, guitarrista, fundador e líder do The Cure, Robert Smith, é um esquisitão de carteirinha, com ele não poderia ser diferente.
Cure - Mais Novidades
"Nós [The Cure] levamos tanto tempo para ficarmos conhecidos", confessou à revista Spin. "[Quando finalmente] aconteceu, acabou que eu me senti muito desconfortável. Por muito tempo, eu não gostava de certas músicas, eu pensava: 'É sua culpa, desgraçada! Foi você que me tornou popular!' E 'Friday I'm In Love' é um exemplo perfeito."
Lançada em 1992 no álbum "Wish", "Friday I'm In Love" se tornou um dos maiores sucessos do The Cure ao conquistar as rádios e emplacar na MTV. Apesar disso, conforme publicado pela Far Out Magazine, seu autor a considera uma "canção pop idiota".
"'Friday I'm In Love' é uma canção pop idiota", declarou ele, "mas chega a ser excelente, na verdade, de tão absurda que é. Ela é tão diferente: muito otimista e fora da caixinha, numa terra feliz. É legal conseguir esse contraste. As pessoas nos veem como líderes de algum tipo de movimento sombrio. Eu poderia sentar e escrever músicas depressivas o dia inteiro, mas não vejo sentido nisso."
"'Friday I'm In Love' não é um trabalho genial", prosseguiu, "ela foi uma música quase que calculada. É uma progressão de acordes muito boa, eu não conseguia acreditar que ninguém tinha usado. E perguntei a tanta gente na época — estava paranoico com as drogas. [Eu pensava:] 'Devo ter tirado isso de algum lugar, eu não poderia ter criado isso.'"
De qualquer forma, com o passar do tempo a relação de Robert Smith com aquela música mudou. Em 2004, em entrevista para a Mojo ele contou: "Sempre foi paradoxal empurrarem goela abaixo das pessoas que nós somos uma banda gótica. Para o grande público, nós não somos. Para os taxistas, eu sou o cara que canta 'Friday I'm in Love', não o cara que canta 'Shake Dog Shake' ou 'One Hundred Years'", concluiu ele.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Ex-baterista do Black Sabbath considera Tony Iommi um dos músicos mais fáceis de lidar
O principal problema do novo documentário dos Raimundos, segundo Digão
Mortiis cita o Sarcófago entre as poucas referências do black metal no início dos anos 90
O megastar maior que o Pink Floyd cujo show David Gilmour achou apenas "mediano"
A insana rotina matinal de Lemmy revelada pelo baterista do The Clash
Quanto do Angra pertence a Felipe Andreoli, Rafael Bittencourt e Kiko Loureiro
A estrela de Hollywood que ajudou a transformar uma canção em clássico do Guns N' Roses
Skid Row anuncia versão remasterizada de coletânea, que será lançada em novembro
Mamonas Assassinas: a história das fotos dos músicos mortos, feitas para tabloide
Qual banda do Big Four do thrash metal possui a discografia de estúdio mais extensa?
Joe Lynn Turner explica diferenças entre trabalhar com Ritchie Blackmore e Yngwie Malmsteen
Metallica contribuiu para a ascensão do grunge e do Nirvana, segundo Kirk Hammett
Os 10 covers mais tocados pelo Metallica ao vivo, segundo a Noise Creep
O álbum do Pink Floyd que fez Kate Bush pensar em desistir de escrever músicas

A música do The Cure que decepcionou Robert Smith ao virar seu maior sucesso
O melhor livro de todos os tempos, segundo Robert Smith do The Cure


