Para John Lennon e George Harrison, ser um integrante dos Beatles se tornou "chato"
Por André Garcia
Postado em 30 de julho de 2022
Os anos 60 entraram para a história como a era das revoluções culturais, e não dá para falar dela sem falar dos Beatles. John, Paul, George e Ringo conquistaram Liverpool em 1962, a Inglaterra em 63 e os Estados Unidos (e o mundo) em 64. Mesmo tendo durado só até o final da década, o quarteto não apenas revolucionou os costumes e valores morais da época como também inovou artística e esteticamente, produzindo obras-primas que mudaram para sempre a forma de se fazer e ouvir música.
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George Harrison e John Lennon foram os primeiros integrantes a defenderem que os Beatles parassem de fazer shows por conta do caos e da pressão cada vez maior que os cercavam. E para ambos chegou um momento em que ser um beatle perdeu a graça e se tornou um fardo.
Em entrevista de 1975 para o Tomorrow Show Interview, Lennon foi perguntado: "Você disse mais cedo que ficou chato fazer parte daquela banda [Beatles]. Por que isso que você faz agora não é chato, enquanto aquilo era?"
"Porque eu posso trocar de músicos quando eu quiser", respondeu ele prontamente. "E a coisa tende a assumir um formato, sabe? Nós tocamos juntos por muito mais tempo do que aos olhos do público, não foi só a partir de 64. Eu tinha 24 anos em 64, e eu já vinha tocando com Paul [McCartney] desde os 15! E George [Harrison] no ano seguinte. Então foi muito tempo que passamos juntos, e sob as mais extraordinárias circunstâncias: das horríveis às ótimas. Aos olhos do público era: 'Ah, mas vocês só estão juntos a cinco anos e venderam cinco milhões de discos!', mas já tocávamos juntos há muito tempo. E ficamos estagnados, musicalmente."
Em entrevista de 1987 para o Entertainment Tonight, Harrison declarou: "Quando nos tornamos os famosos fabulosos, aquilo realmente estava em todo canto. O lance meio que era ser apenas uma banda tocando e [pensando] 'O que nós vamos fazer?' Não tínhamos que esquentar. Saíamos para beber e simplesmente ficávamos lá sendo uma banda de rock em nossas jaquetas de couro."
"Nós ficamos famosos e [então] tinha aquela coisa toda", prosseguiu, "onde cantávamos muito as mesmas músicas, mas ainda dávamos risadas, ainda era bem divertido. Mas, você sabe, aquilo tem um outro lado, de tocar como um músico que perde a essência porque tocávamos as mesmas músicas do mesmo jeito que gravamos. Dar a volta ao mundo cantando as mesmas 10 músicas, e isso todo ano. A gente tirava uma e colocava uma nova, então ficou chato ser fabuloso."
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