Andreas Kisser e Rafael Bittencourt explicam sucesso de "Roots" e "Holy Land" em 1996
Por Gustavo Maiato
Postado em 03 de março de 2023
O ano de 1996 foi especialmente importante para o metal nacional porque Angra e Sepultura lançaram, respectivamente, os álbuns "Holy Land" e "Roots". Em entrevista no Amplifica, apresentado por Rafael Bittencourt, Andreas Kisser se juntou ao papo sobre a importância desses registros.
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"Nós soltamos o ‘Holy Land’ na mesma época do ‘Roots’. Já me perguntaram se existe influência de uma banda para a outra, mas não fazíamos ideia que vocês iam lançar. Nosso disco também é um resgate da cultura brasileira. Eu acho é que ao sair do Brasil a gente olha o país de maneira diferente. Acho que os outros notam algo diferente no nosso jeito de tocar que não percebemos até sair. Muita coisa é o nosso diferencial, mas ficamos tentando esconder nosso ponto forte e imitar o de fora. Assim, você acaba podando ou mutilando seu ponto forte", disse Rafael Bittencourt.
"Viajar é fundamental. Falando sobre olhar o Brasil de fora, começamos a viajar com o Sepultura e foi como um astronauta vendo o Planeta Terra da Lua. Você tem uma outra perspectiva do lugar que você vem. Começa a ver o quão respeitado ou admirado o Brasil é fora do Brasil em vários aspectos. Começamos a perceber que o Brasil é único e diferente dos outros, principalmente nos ritmos musicais. Começamos a incorporar isso no ‘Arise’, em 1991, quando a introdução do Lado B vinha com elementos de percussão e flautas peruanas. Estávamos começando a colocar o tempero brasileiro. No ‘Chaos A.D.’, tem muita percussão e falamos de tribos brasileiras e Carandiru. No ‘Roots’, isso explodiu. Foi um processo", concluiu Andreas Kisser.
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