Radiophonica: Lançado registro ao vivo "Insalubre"
Por Marcelo Contardo
Postado em 23 de maio de 2023
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Um disco que traz na abertura um belo berro - daqueles de detonar qualquer garganta - não pode ser ruim. Foi assim que "Ao Vivo em São Roque", da Radiophonica, me fisgou logo nos sete segundos iniciais.
Pelos próximos 14 minutos, o que se tem é uma tempestade rock and roll. Cinco músicas, emendadas umas nas outras, transbordando energia, visceralidade e urgência. Mas, apenas cinco? Sim e esse é o maior pecado do disco: sua curtíssima duração.
É impossível resenhar "Ao Vivo em São Roque" sem antes falar da Radiophonica.
Músicos da noite, esses cinco caras rodam, todo final de semana, de sexta a domingo, diversas cidades. Num cenário dominado pela assepsia dos timbres digitais, playbacks e outros "truques", trazem a poeira da estrada, o calor das válvulas, drives robustos e uma deliciosa sujeira. Com roupas gastas, cabelos esvoaçantes, tatuagens, suor, barbas desgrenhadas e cabeças raspadas subvertem a estética "SAPATÊNIS" dos bares de rock.
Somente uma banda com essa casca pode proporcionar um petardo como esse ao vivo. São batidas precisas, groove consistente, quilos de distorções harmônicas e um vocal poderoso, carregado de identidade. Ao tomar conhecimento de que as cinco faixas representam a abertura de um show de duas horas, é impossível não se espantar e questionar: "Como será o restante da apresentação?".
Não há muito o que se escrever a respeito das músicas propriamente ditas, já que são versões de sucessos internacionais. Mas, vamos nos ater à especialidade da Radiophonica: performance.
A banda, felizmente, foge da armadilha punheteira que é "recriar" canções, descaracterizando-as do original.
Está tudo ali, facilmente reconhecível: Lenny Kravitz, U2, Arctic Monkeys, Blur e Kings of Leon. Porém, as interpretações trazem a marca do conjunto paulista. Tudo é tocado mais rápido, mais sujo, mais alto. O hit indie "Are U Mine", ganha um saboroso tempero classic rock. "Vertigo", do U2, está pesadíssima. "Molly's Chambers" quase soa punk rock. Tudo isso de forma natural e orgânica, sem forçar a barra.
"Ao Vivo em São Roque", obviamente, tem suas falhas. A captação feita diretamente da mesa peca por não trazer o barulho da plateia, tempero de qualquer bom registro do tipo. Aqui e acolá, é possível ouvir algum burburinho do público, mas, no geral, é imperceptível. Há, também, uns poucos desníveis de volume, ruídos e microfonias. Mas, ei, estamos falando de uma banda ao vivo!
Por fim, no cenário "fast food" das bandas da noite, a Radiophonica representa um hamburguer artesanal, sangrento, gorduroso, pouco saudável e, por isso mesmo, delicioso. "Ao Vivo em São Roque" registra um conjunto afiado e com sangue nos olhos. Diversão garantida para quem aprecia rock and roll insalubre exalando a cigarro, bourbon e só Deus sabe mais o que...
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