A mensagem de Bruno Sutter para roqueiros que não aceitam sucesso de outros estilos
Por Gustavo Maiato
Postado em 30 de junho de 2023
Quando observamos o cenário da música brasileira nas últimas décadas, é evidente que o rock teve seu auge durante os anos 1980 e 1990. No entanto, nos dias de hoje, esse gênero já não figura mais entre os mais populares nas rádios, perdendo o "trono" para ritmos como o funk e o sertanejo universitário. Mas será que há um problema inerente ao fato de o rock não ser mais o foco das grandes empresas de mídia tradicional?
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Durante uma entrevista concedida ao Flow Podcast, cujos trechos foram compilados pelo canal Cutcasts, o vocalista Bruno Sutter, do Massacration, compartilhou sua sincera visão sobre essa situação. Segundo ele, os roqueiros precisam aprender a lidar com o fato de não serem mais o centro das atenções.
"O rock era a base da música pop nos anos 1980 e 1990. Tudo tinha guitarras, até mesmo as músicas da Xuxa! É por isso que os roqueiros têm dificuldade em aceitar o fato de estarem à margem da mídia atualmente. Há sete anos, apresento um programa na Kiss FM, e tenho tentado conscientizar os roqueiros de que está tudo bem em não serem o centro das atenções hoje em dia. Já tivemos nosso momento.
Ainda temos espaço na mídia, embora mais segmentado. Atualmente, não estamos no auge, e as pessoas se sentem meio desconfortáveis com isso. Então, os roqueiros comuns veem uma Anitta e ficam irritados. Mas qual é a relação entre eles? Ela está trabalhando. Não tem nada a ver com a sexualização da mulher. O Mötley Crüe tinha 'Girls, Girls, Girls', era a mesma coisa", explicou ele.
Aprofundando seu pensamento, o eterno Detonator explicou que a nova configuração do mercado da música favoreceu o surgimento de novas formas de expressão musical.
"Esse argumento não se sustenta, mas é algo instintivo do ser humano gostar de tragédia e escândalo. Com o declínio das gravadoras, que filtravam o que poderia ser sucesso ou não, se alguém muito sexualizado aparecesse, eles seguravam. O limite foi o 'É o Tchan'. Essas gravadoras perderam espaço e ocorreu uma revolução.
Quem está na comunidade pode criar música e exportá-la para o mundo todo. Vi um documentário uma vez sobre o funk proibidão e perguntaram ao músico por que ele fazia músicas tão sexualizadas. Ele respondeu: 'Quando eu era criança, via o Tchan na televisão, isso ficou na minha mente. É a minha cultura. Cresci vendo isso'. Faz todo sentido", concluiu Bruno Sutter.
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