O conselho de Angus Young para que os shows do Yes fossem menos chatos
Por Bruce William
Postado em 06 de outubro de 2023
Na década de setenta, não era raro o AC/DC ser criticado por ser considerada uma banda que não levava a sério o seu trabalho, especialmente em suas apresentações ao vivo onde eles pintavam e bordavam, quem já assistiu algum vídeo sabe que sempre houve um bom nível de zoeira no palco, o que não significava, de forma alguma, que os caras não entregassem nos shows.
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Mas o conceito da época para muitos era que "música séria" envolvia justamente "seriedade" nas performances, ainda mais que boa parte do público roqueiro consumia rock progressivo, que foi uma evolução das bandas psicodélicas muitas vezes feitas por jovens que haviam aprendido a tocar em conservatórios, e que decidiram abandonar de vez as convenções pop em favor de técnicas e instrumentação mais complexas, incluindo influências de jazz, folk e música clássica.
O rock progressivo era caracterizado por letras poéticas, experimentação tecnológica e um foco no estúdio, sendo uma das características das bandas do gênero a de produzir músicas longas e muitas vezes álbuns conceituais que transcendem o formato de canção tradicional, com composições complexas e épicas, como as do Genesis, Gentle Giant e Yes.
Esta última foi usada para um comentário crítico feito por Angus Young destacado pela Rock Celebrities, quando ele defendeu sua banda da suposta "falta de seriedade", argumentando que shows de bandas "sérias" muitas vezes são entediantes.
"Eu não conheço ninguém que tenha ido ver qualquer uma dessas bandas e tenha gostado. As pessoas podem dizer que foi ótimo, que a música era boa, mas em algum momento durante o show eles ficavam entediados mas tinham medo de assumir. Se eu fosse ver alguém que fosse 'musical', eu bocejaria até não poder mais, acabaria indo para o bar. Bandas como o Yes eram muito chatas pra se assistir ao vivo, a menos que colocassem alguma mulher tirando a roupa no palco", disse o guitarrista.
Angus também destacou que o show de luzes que a banda apresenta ao vivo não consegue manter a plateia envolvida durante todo o show. "O Yes provavelmente entra com um show de luzes fantástico. Eu nunca vi eles ao vivo, mas provavelmente usam um show de luzes para disfarçar que estão entediados e que sua música é chata, e que não estão fazendo as pessoas ficarem animadas!".
Mais adiante na entrevista, Angus relembra que o Hawkwind usava o artifício de mostrar uma mulher tirando a roupa no palco, o que chamava a atenção, mas mesmo assim eles são lembrados até hoje como uma banda efetivamente séria.
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