A opinião de Regis Tadeu sobre novo álbum do Rolling Stones que vai contra senso comum
Por Gustavo Maiato
Postado em 11 de novembro de 2023
O lançamento do mais recente álbum dos Rolling Stones, intitulado "Hackney Diamonds", tem sido recebido com uma onda de elogios entusiásticos. No entanto, o renomado crítico musical Regis Tadeu destoa do senso comum ao apresentar uma visão crítica e destemida sobre o trabalho da icônica banda.
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Em uma análise minuciosa, Tadeu questiona a exaltação em torno do álbum, sugerindo que parte do entusiasmo é, na verdade, uma reverência ao peso do nome "Rolling Stones". Ele destaca a importância de compreender não apenas a relevância histórica da banda, mas também a posição de Ronnie Wood como um colaborador ocasional, em contraste com as figuras centrais, Mick Jagger e Keith Richards.
A indiferença aparente de Jagger e Richards em relação às paradas de sucesso é apontada como uma estratégia acertada, considerando a fidelidade inabalável de milhões de fãs que consumirão o álbum independentemente de sua posição nas paradas. Tadeu lança uma crítica contundente às paradas atuais, sugerindo que são manipuladas por algoritmos e bots, perdendo assim sua credibilidade.
A produção de Andrew Watt não escapa à análise crítica de Tadeu, que questiona a escolha de uma sonoridade comprimida, possivelmente voltada para plataformas de streaming. Ele argumenta que essa estratégia não alcançou o resultado desejado, especialmente para os amantes do vinil, como sugerido por Richards em entrevistas prévias.
Explorando faixa por faixa, Tadeu destaca momentos interessantes, como em "Bite My Head Off", onde a energia característica dos Rolling Stones é preservada. A colaboração com lendas como Stevie Wonder e Lady Gaga em "Sweet Sounds of Heaven" é elogiada, mas não o suficiente para escapar das críticas.
A conclusão do crítico é incisiva: embora "Hackney Diamonds" seja um bom álbum, a recepção exagerada pode ser resultado da carência dos fãs por novidades discográficas dos Rolling Stones. Tadeu aponta para uma era em que qualquer lançamento é prontamente aclamado como clássico e genial, distorcendo a verdadeira qualidade da produção.
A crítica não poupa detalhes, abordando desde a qualidade do som até a capa do álbum, desafiando a narrativa emocionalmente confortante que muitas vezes encobre as imperfeições artísticas. A análise de Regis Tadeu traz uma perspectiva crítica valiosa, convidando os fãs e a crítica a apreciar o álbum dos Rolling Stones com olhos mais atentos.
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