Roger Daltrey relembra sua demissão do The Who em 1965: "Ninguém falou comigo"
Por André Garcia
Postado em 06 de novembro de 2023
O The Who escreveu seu nome na história do rock britânico com memoráveis pontos altos como as rock operas "Tommy" (1969) e "Quadrophenia" (1973). Sem contar o álbum ao vivo "Live at Leeds" (1970), cujo som pesado é amplamente apontado como uma das principais influências para o surgimento do heavy metal.
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Tudo isso, entretanto, poderia não ter acontecido, pois o vocalista Roger Daltrey foi demitido após uma briga feia nos bastidores por conta do abuso de drogas por parte de seus colegas. Felizmente, pouco depois eles fizeram as pazes e voltaram atrás. Em entrevista para a Classic Rock, ele relembrou aquele período:
"Eu sabia que a nossa química era fantástica, mas estava tudo indo por água abaixo porque eles só queriam saber de engolir aquelas malditas pílulas. Algo tinha que mudar, então eu disse 'Ou vocês param de tomar drogas ou a banda acaba'. Eu estava tentando manter um grupo de gênios tocando no máximo de sua capacidade, em vez de agirem como uma cambada de chimpanzés."
"A viagem de volta para casa foi incrivelmente silenciosa. Ninguém falou comigo. Então recebi uma mensagem do escritório: 'Eles não vão mais trabalhar com você, Roger. Você está fora da banda.' Então, por dois dias, fiquei tipo 'Pô, o que foi que eu fiz?', mas depois foi 'F*da-se; fui eu que formei essa banda, então vou formar outra.' E teria formado mesmo [se não tivesse retornado ao The Who]."
Em outro momento, ele foi questionado sobre já ter dito que Keith Moon "só sabia provocar", que John Entwistle tinha um "lado muito malicioso" e que falar com o Pete Townshend era como "andar em um campo minado com sapatos de palhaço'. Por que continuou tocando eles, então?
"Porque eles eram meus amigos, e eu reconhecia seus talentos", respondeu. "Eles eram brilhantes. A melhor coisa neles é que costumávamos nos estimular mutuamente. Era aquilo o que importava."
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