A atitude inflexível do Iron Maiden que prejudicou shows do Judas Priest, segundo K.K.
Por Gustavo Maiato
Postado em 13 de dezembro de 2023
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No livro "Heavy Duty - Minha Vida no Judas Priest", o guitarrista K.K. Downing conta sobre a World Vengeance Tour de 1982, revelando uma série de desentendimentos e atitudes controversas por parte do Iron Maiden, que era banda de abertura e, em sua visão, prejudicou o Judas, atração principal.
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Downing relata que o problema começou quando o Iron Maiden foi escalado para abrir algumas datas da turnê nos Estados Unidos. O guitarrista expressou sua insatisfação com a decisão, questionando a ideia de trazer novamente a banda para participar dos shows do Judas Priest. Vale lembrar que na época de Paul Di’Anno as duas bandas excursionaram juntas e saiu faísca. O cenário se tornou mais tenso quando o Iron Maiden se juntou à turnê em meados de setembro, especificamente em St. Louis, território clássico do Priest.
Na época, Bruce Dickinson já havia assumido os vocais no lugar de Paul Di'Anno. Embora isso pudesse ser visto como algo positivo, o desentendimento entre as bandas permaneceu durante um show em Illinois, quando Dickinson anunciou ao público que o Iron Maiden não se apresentaria na noite seguinte devido a supostas interferências prejudiciais do Judas Priest em vários aspectos da produção.
No entanto, Downing refuta as alegações de Dickinson, afirmando que eram infundadas e que a situação refletia a falta de profissionalismo por parte da gerência do Iron Maiden, liderada por Rod Smallwood. Ele destaca que, antes da turnê, Smallwood apresentou propostas para os contratantes do Maiden, especificando requisitos como tamanhos de palco e condições de camarim. No entanto, essas demandas nem sempre eram realistas, levando a situações em que o espaço de palco disponível não era adequado para ambas as bandas. Downing disse que alguém da produção do Judas assinou os papeis indevidamente, concordando com as exigências.
A tensão atingiu o auge quando o Iron Maiden insistiu em seguir estritamente o que estava estipulado nos contratos, mesmo quando as condições reais nos locais de apresentação não eram ideais. Downing lamenta que, ao invés de colaborar para garantir o sucesso dos shows, o Iron Maiden adotou uma postura inflexível, recusando-se a adaptar-se às circunstâncias e agindo de maneira desagradável.
"Certos lugares simplesmente não eram grandes o suficiente, mas algum promoter local assinou de qualquer jeito. Então quando você chegava lá, nada era como deveria ser, mas ainda o certo é se unir para fazer o show da melhor maneira possível com os recursos disponíveis. Esse é o código tácito da estrada, mas o Iron Maiden não pensava assim. Eles respondiam: ‘Não é isso que diz nosso contrato’.
E como alguém tinha assinado no nosso nome concordando que deveria ter um tamanho de palco de trinta por quarenta ou coisa que o valha, o que aconteceu foi que nosso backline teve que ser montado só após o término do show do Maiden. Isso foi muito trabalhoso e quase não havia tempo para montar nosso cenário entre as performances. Ninguém estava tentando ferrá-los de jeito nenhum, estávamos apenas tentando fazer o show com o que estava disponível. Em vez de serem razoáveis e fazerem sua parte para tudo funcionar, eles pareciam decididos a agir feito cuzões", concluiu.
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