Assédio, sexo, ciúme e egos nos bastidores do RPM no auge do Rock Nacional
Por Bruce William
Postado em 09 de dezembro de 2023
Neste vídeo, Júlio Ettore, conhecido jornalista e especialista em Rock Nacional, conta detalhes sobre a turnê Rádio Pirata da banda RPM em 1985, explicando como um momento crucial levou ao fim da banda. Inicialmente contratados por Manoel Poladian, a sugestão de Ney Matogrosso para que os membros tirassem as camisetas durante os shows trouxe não só mais apelo sexual à banda, mas também muito sucesso.
Ao abordar o aumento do assédio, Júlio destaca os conflitos internos, ciúmes e problemas entre os membros da RPM. Paulo Ricardo, além de líder musical, virou símbolo sexual, enfrentando adoração fervorosa de fãs e fofocas. Em 2014, Paulo confirmou que o assédio era intenso na época, mas ele, sendo bem casado, lidava com isso de forma natural: "Porra, eu sou adepto de Jagger, de Morrison, as pessoas ficam loucas, e isso tudo faz parte... eu sei lá esse negócio de sex-symbol, ninguém estava nem aí, a gente estava trabalhando e se divertindo". Mas a fama dele atingiu um ponto tão alto que a banda decidiu que todas as entrevistas deveriam incluir os quatro membros. E, para complicar, o próprio Paulo acabou ficando com um ego tão grande que acabou por causar mais discórdia e ciúmes entre os demais integrantes, a ponto daquela exposição intensa e as tensões resultantes levarem à separação da banda no final dos anos 80.
Este capítulo complexo na história da RPM não só representou o auge do sucesso, mas também revelou conflitos internos e desafios pessoais. A história de Ettore explora as dinâmicas sociais e pessoais que moldaram a jornada da banda, proporcionando uma narrativa envolvente que vai além do sucesso superficial. A dualidade entre a fama rápida e os conflitos internos destaca não só o impacto da RPM no cenário musical brasileiro dos anos 80, mas também as complexidades das relações pessoais e das pressões externas que influenciam o caminho de uma banda. O texto oferece uma compreensão mais profunda não apenas da música, mas também das dinâmicas sociais e emocionais que permeiam a indústria musical.

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