Como surgiu ideia de chamar diferentes formações do Deep Purple de MKI, MKII etc?
Por Gustavo Maiato
Postado em 01 de dezembro de 2023
O Deep Purple, conhecido por suas múltiplas formações ao longo dos anos, viveu uma fase crucial entre 1968 e 1976. Durante esse período, a banda passou por mudanças significativas em sua composição, levando à formação MKII, entre outras.
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A estreia do Deep Purple em 1968 trouxe uma formação inicial composta por Jon Lord, Ian Paice, Rod Evans, Nick Simper e Ritchie Blackmore. À medida que a banda evoluía, sua dinâmica interna também se transformava, culminando na entrada de Ian Gillan e Roger Glover, marcando a segunda formação, posteriormente conhecida como MKII.
Embora a terminologia MKI, MKII, etc., não tenha sido imediatamente adotada, a necessidade de distinguir as diferentes encarnações da banda tornou-se evidente. Bill Reid, contador da banda na época, desempenhou um papel fundamental ao propor essa nomenclatura como uma solução para questões legais, fiscais e internas.
Bill Reid, consciente das implicações financeiras e fiscais associadas aos royalties e ao aumento da receita, propôs a introdução de uma nomenclatura clara para cada formação. O sistema de rotulagem não apenas simplificou a contabilidade, mas também ajudou a evitar conflitos futuros, especialmente em relação à divisão de lucros.
Essa história aparece no livro "Deep Purple: 1968-1976", lançado pela Estética Torta. Quem quiser adquirir o livro, pode entrar no site da editora e utilizar o cupom WHIPLASH20 para ganhar 20% de desconto.
O início do Deep Purple
A história do Deep Purple teve início em 1967, quando Chris Curtis, ex-baterista do The Searchers, abordou o empresário Tony Edwards com a proposta de criar um grupo de rock chamado Roundabout. Inspirados pelo sucesso financeiro de bandas como Beatles e Rolling Stones, os empresários vislumbraram uma abordagem "fabricada" para a formação da banda.
Essa visão calculada resultou na concepção do Deep Purple, conforme detalhado no livro "Deep Purple: 1968 – 1976". Embora a ideia inicial possa ser comparada superficialmente à criação de boybands dos anos 1990, a diferença crucial reside na qualidade musical excepcional dos membros do Deep Purple.
A banda não foi apenas uma criação para preencher os bolsos, mas sim uma reunião de músicos com um pedigree impressionante. A estratégia comercial dos empresários para capitalizar o sucesso das grandes bandas da época foi bem-sucedida, mas a qualidade musical da banda se destacou, elevando o Deep Purple a uma posição duradoura e influente no cenário musical.
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