Biografia oficial explica por que Deep Purple não pode ser considerado boyband
Por Gustavo Maiato
Postado em 22 de setembro de 2023
A história do Deep Purple começou em torno de empresários que decidiram montar um grupo de rock para ganhar dinheiro, mais ou menos como aconteceria no caso das boybands dos anos 1990, como Backstret Boys.
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Tudo começou quando em 1967, Chris Curtis, ex-baterista do The Searchers, contatou o empresário de Londres Tony Edwards, na esperança de que ele conseguiria um novo grupo que estava montando, para se chamar Roundabout.
Eles se revezariam em torno do baterista, como num carrossel. Depois de a ideia ter sido comprada pelo produtor Tony Edwards, o primeiro músico a descobri-la foi o tecladista Jon Lord, colega de Curtis nos The Flowerpot Men, onde também tocava o baixista Nick Simper. O resto é história.
Conforme relata minuciosamente a biografia "Deep Purple: 1968 – 1976", esse início pensado por empresários pode até se assemelhar com o fenômeno das boybands, mas não dá para comparar principalmente pela qualidade dos músicos envolvidos.
Esta história está no livro "Deep Purple: 1968 – 1976", editado pela equipe da Estética Torta. Todos os títulos dessa editora, incluindo este livro, estão atualmente com 20% de desconto usando o código promocional GMAIATO20 na hora da compra.
"Temos motivos para argumentar que, de certa forma, o Deep Purple foi uma banda fabricada. Porém, antes que se trace algum paralelo com a avalanche de boybands da década de 1990, esqueça. O Deep Purple reuniu músicos extraordinários com pedigree suficiente para ganhar qualquer exposição de cachorros. A formação da banda ocorreu como resultado da ideia original de dois empresários que, tendo testemunhado como a música popular já tinha enchido o bolso de muita gente como Beatles e Rolling Stones e inclusive de seus empresários".
O começo do Deep Purple
Conforme conta matéria assinada por Bruce William, o Deep Purple é de fato uma das bandas mais icônicas da história do rock, e suas várias mudanças de formação ao longo dos anos contribuíram para a sua diversidade musical e sucesso duradouro. Vamos aprimorar ainda mais essa informação:
O Deep Purple, uma das lendas do rock, possui uma história rica e variada devido às suas várias mudanças de formação ao longo dos anos. Entre 1968 e 1976, a banda passou por quatro formações distintas, cada uma com seu próprio impacto e legado. As formações são comumente rotuladas como Mark I, II, III e IV, sendo a Mark II a mais notável em termos de sucesso comercial e influência musical.
A formação original da banda, conhecida como Mark I, incluía alguns músicos notáveis, como o baterista Ian Paice, o tecladista Jon Lord, o guitarrista Ritchie Blackmore, o baixista Nick Simper e o vocalista Rod Evans. Com essa formação, o Deep Purple embarcou em sua primeira turnê em 1968, começando com um emocionante show em Taastrup, Dinamarca, em 20 de abril de 1968.
Interessante notar que, nessa época, a banda ainda era anunciada pelo nome original "Roundabout". No entanto, eles rapidamente ganhariam reconhecimento sob o nome Deep Purple. Durante essa turnê inaugural, eles apresentaram "Hush", uma música escrita por Joe South, como uma de suas principais faixas de abertura. Além disso, o repertório incluiu várias músicas originais do álbum de estreia, "Shades of Deep Purple", que foi notavelmente gravado em um único fim de semana no mês seguinte ao início da turnê.
O legado do Deep Purple é verdadeiramente impressionante, e esses primeiros passos da banda lançaram as bases para sua longa e bem-sucedida carreira no mundo do rock. Cada uma das formações subsequentes trouxe sua própria contribuição única para o som e o legado da banda, consolidando ainda mais seu lugar na história da música.
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