O clássico do Black Sabbath que fala sobre a Guerra do Vietnã e a heroína
Por André Garcia
Postado em 21 de março de 2024
Quando foi formado, no final dos anos 60, o Black Sabbath tinha suas raízes fincadas no rock psicodélico de nomes como Beatles, Cream e Jimi Hendrix. Embora Ozzy Osbourne, Tony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward se vestissem como bichos-grilos, em suas letras eles iam justamente na contramão dos utópicos ideais de paz e amor do movimento hippie.
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Mais interessava a eles denunciar como o lado negro do ser humano, manifestado através de guerras, ódio e ganância, poderia nos levar a um fúnebre futuro.
Em 18 de setembro de 1970 chegou às lojas o segundo disco do Sabbath, "Paranoid", onde a banda emplacou alavancada por hits como "War Pigs", Iron Man" e, claro, a faixa-título. Sua sexta faixa (segunda do lado b, em vinil) é "Hand of Doom", cuja letra, conforme publicado pela Far Out Magazine, fala tanto sobre o terror vivido pelos soldados na Guerra do Vietnã quanto da calamidade pública que era a heroína. Seu autor, Geezer Butler, ao documentário Classic Albums contou:
"A maioria dos soldados quando voltava para os Estados Unidos tinha que ser colocada em uma clínica de reabilitação. Ninguém estava noticiando que aqueles soldados, para conseguirem sobreviver àquela guerra terrível, tinham que injetar heroína. Então, quando compus 'Hand of Doom', foi sobre isso que escrevi".
Em entrevista para a Metal Edge, Butler confessou que "Paranoid" para ele é a maior das obras-primas do Black Sabbath:
"É um álbum completo, sem nada forçado, e a química entre nós fluía naturalmente. Lembro da gente se reunindo para gravar o disco, e literalmente escrevemos tudo ali na hora. Cada uma das músicas veio naturalmente e com muita intensidade. Cada vez que íamos ensaiar, saíamos com uma música completa. Acho que por isso esse disco é especial, porque as coisas aconteceram naturalmente. Foi o álbum mais orgânico que o Sabbath fez em qualquer época, foi completamente natural, como deve ser."
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