Ian Anderson explica porque deixou de ouvir Rock lá nos anos setenta
Por Bruce William
Postado em 11 de abril de 2024
Ian Anderson, que está em turnê pelo Brasil com o Jethro Tull, bateu um papo com a Rolling Stone brasileira, representada por Heloísa Lisboa.
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A turnê de 2024 da banda traz shows em Belo Horizonte (9 de abril), Porto Alegre (10 de abril), Curitiba (12 de abril) e São Paulo (13 de abril).
E durante o bate-papo, Heloísa perguntou: "Não sei muito bem como explicar, mas existem sonoridades na sua música que me lembram canções brasileiras. 'Allfather', por exemplo... A introdução lembra um samba. Você tem algumas influências brasileiras?".
Ian respondeu: "A única música que realmente ouvi foi em 1973, quando ouvia Villa Lobos e a natureza delicada de seus estudos de guitarra, mas era muito diferente do que eu estava fazendo. Então, não acho que me influenciou musicalmente. Era apenas algo muito agradável de se ouvir. Ouvi jazz brasileiro e talvez um pouco do rock brasileiro, mas não sou fã de rock. Eu desisti de ouvir rock em meados dos anos 1970, perdi o interesse".
Heloísa perguntou o motivo. "Estava ao meu redor o tempo todo, e eu tinha influências o suficiente naquela época. Tinha 20 e poucos anos, não precisava continuar ouvindo outras pessoas, não queria ser influenciado por bandas que me cercavam, queria fazer minha própria coisa".
Prossegue Ian: "As únicas vezes em que ouvia música contemporânea era quando alguém me pedia para tocar em seu álbum, como convidado. Eu ouvia sua música cuidadosamente e tentava entender o que estava ali, sobre o que falava. Se eu fosse contribuir, eu precisava dar o meu melhor e fazer isso no contexto adequado. Mas isso acontecia umas três vezes ao ano".
Neste ponto, ele comentou que no resto do tempo ouvia música no avião, pois como não gosta de voar, Ian tenta se acalmar ouvindo compositores barrocos. "Lembro de 1974, quando comecei a ouvir Beethoven e pensei: 'Há o suficiente na 'Sinfonia n.º 9' para me manter interessado pelo resto da minha vida'. Não preciso ouvir outras bandas de rock ou outros tipos de música. Existe uma enorme informação musical, drama e emoções, não em todas, mas na maioria das músicas clássicas. Então, estou bem satisfeito em ouvir Beethoven e Mozart. É tudo o que preciso".
A matéria completa da Rolling Stone, assinada por Heloísa Lisboa, pode ser conferida neste link.
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