O produtor que tinha raiva do RPM e aproveitou este ódio para vender seu peixe
Por Bruce William
Postado em 05 de julho de 2024
Paulo Ricardo fez um post em suas redes sociais onde aparece ao lado de Luiz Calanca na frente de sua loja, a lendária Baratos Afins, que fica na Galeria do Rock da Avenida São João 439 em São Paulo.
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No post, Paulo diz: "Meu amigo Luiz Calanca é sem dúvida uma figura lendária no mundo da música e não tenho palavras pra agradecer sua generosidade em nos receber na sua icônica Baratos Afins pra gravação do nosso clipe! Quem não conhece vai se deslumbrar com os tesouros em vinil e cds da Baratos!"
E durante participação no "E Aí Vai Encarar?", podcast apresentado por Flávio Chiclé e Clemente Nascimento e exibido na conta oficial da antenAZero do youtube, Calanca conta várias histórias de sua longa carreira como produtor independente e proprietário da loja que também é um prestigiado selo, Baratos Afins, que lançou discos de artistas como Ratos de Porão, Mercenárias, Patrulha do Espaço, Itamar Assunção e muito mais, incluindo bandas de Heavy Metal paulistanas dos anos oitenta - são famosos os dois volumes da compilação "SP Metal", com bandas como Avenger, Centúrias, Salário Mínimo e outras.
No decorrer da conversa, chega uma hora em que Calanca comenta a visita do cantor: "O Paulo Ricardo foi na minha loja gravar um clipe recentemente do disco novo dele. E eu estava falando pra ele justamente isso, que eu tinha raiva do RPM porque só dava eles em tudo quanto é lugar e a gente... o meu anúncio de 'nunca vendeu um milhão de cópias' era porque a CBS se orgulhava de vender um milhão de cópias do RPM, então eu fiz propaganda ao contrário" diz, se referindo a um anúncio que a Baratos Afins fazia em revistas dos anos oitenta, exibindo seu catálogo de discos e onde constava a afirmação: "Nenhum destes discos vendeu um milhão de cópias".
Calanca prossegue contando que disse para o Paulo Ricardo: "Pô, hoje eu sinto que as pessoas gostam bem mais de Mercenárias do que de RPM, porquê RPM fez tanto sucesso que hoje parece que chegou à exaustão, ninguém mais quer saber, e nós que éramos underground, não éramos nada..."
Neste ponto, Clemente meio que interrompe entrando na conversa: "É que é de verdade, uma coisa de verdade, ela resiste ao tempo", e Flávio emenda: "Eu enxergo da seguinte forma: o RPM, como foi uma coisa de massa, e o Rock estava na grande mídia naquela época, quando o Rock saiu de destaque da grande mídia só ficou quem gostava de Rock de verdade. E quem gostava de Rock de verdade é que sempre alimentou esta cena alternativa. E aí essa galera ficou, continuou cultuando, e os filhos e até os netos continuam cultuando. O que era Pop na época, acabou ficando esquecido" diz, enquanto Calanca balança a cabeça, refletindo e concordando com a explicação.
Veja no player abaixo o vídeo completo da participação de Luiz Calanca no "E Aí, Vai Encarar?" da antenAZero. O trecho acima aparece por volta dos 42 minutos e meio.
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