Depois de 25 anos, NASA revela detalhes sobre foto de capa do Pearl Jam
Por Bruce William
Postado em 10 de outubro de 2024
Em maio do ano 2000, o Pearl Jam lançou o "Binaural", seu sexto trabalho de estúdio, e que marca a entrada de Matt Cameron, que havia sido baterista do Soundgarden. O nome deste álbum se refere a uma técnica de som, binaural, utilizada na gravação das faixas. É mais evidente a percepção deste modo de gravação na música "Nothing As It Seems". A capa refere-se a uma imagem feita da nebulosa conhecida por MyCn18 localizada a 8 mil anos-luz de distância da Terra.
E agora, passados quase 25 anos, a NASA publicou em suas redes sociais mais detalhes sobre aquela curiosa estrutura estelar que lembra uma ampulheta com um olho humano ao centro. A pauta é do Tenho Mais Discos Que Amigos.
O comentário do post diz: "Em 1996, o telescópio espacial Hubble da NASA revelou a forma de ampulheta desta jovem nebulosa planetária, localizada a cerca de 8.000 anos-luz de distância. Em imagens anteriores tiradas da Terra, a nebulosa parecia ser formada por dois grandes anéis externos e um menor no centro, mas os detalhes mais finos não eram visíveis".
É explicado então, para leigos, do que se trata a estrutura: "As nebulosas planetárias são criadas pela morte de estrelas semelhantes ao Sol: a estrela colapsa e forma uma anã branca densa e quente. Ao mesmo tempo, a estrela moribunda lança suas camadas externas de material, formando uma elaborada nuvem de gás e poeira conhecida como nebulosa planetária. Esse não é um fenômeno incomum, porém, essa 'estrela-olho' é um pouco diferente: ela deveria estar no centro da nebulosa, mas está ligeiramente fora do centro."
"O Hubble também revelou outras características novas e inesperadas na nebulosa", prossegue o post. "Por exemplo, há um par de anéis elípticos que se cruzam na região central, que parecem ser as bordas de uma ampulheta menor. Além disso, há padrões intrincados nas paredes da ampulheta. Há algumas possíveis explicações para essas marcas em forma de arco - uma delas é que podem ser restos de conchas expelidas pela estrela quando era mais jovem."
Por fim, é explicado tecnicamente como esta imagem foi obtida: "Esta imagem foi composta por três fotografias separadas tiradas pela Câmera Planetária e de Campo Largo 2 do Hubble na luz do nitrogênio ionizado (representado pelo vermelho), hidrogênio (verde) e oxigênio duplamente ionizado (azul)."

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