Como soariam futuras músicas de Jimi Hendrix, segundo lendário produtor
Por Gustavo Maiato
Postado em 08 de janeiro de 2025
Eddie Kramer, lendário produtor que trabalhou com Jimi Hendrix, refletiu recentemente sobre a carreira do lendário guitarrista e apontou uma "grande tragédia" associada à sua morte precoce. Em entrevista publicada pela Ultimate Guitar, Kramer falou do impacto da partida de Hendrix aos 27 anos e o potencial inexplorado de sua trajetória musical.
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"Jimi estava em ascensão, sem dúvida", afirmou. "Acho que o ‘Band of Gypsys’ foi a chave que abriu portas, pois não apenas resultou em um álbum fantástico, mas trouxe aquela vibe de funk, blues e R&B robusto, que abriu um espaço lindo para ele improvisar e se expandir por 15 minutos."
Kramer enfatizou que a perda foi ainda mais significativa considerando o momento criativo do guitarrista: "Essa foi a tragédia. Sua morte não foi apenas um choque para todos, mas prematura em relação ao que ele estava pensando musicalmente."
O produtor também mencionou o marco que foi o álbum ao vivo Band of Gypsys, destacando uma performance específica: "Ouça o show de Monterey, em 1967, que é um clássico absoluto, e depois vá dois anos à frente para ouvir ‘Machine Gun’. De novo, estamos falando de três pedais, uma guitarra e amplificadores Marshall. Não havia tecnologia mágica; era apenas ele, suas duas mãos, criando sons que ninguém jamais tinha feito."
Além do trabalho com o "Band of Gypsys", Hendrix gravou faixas entre 1968 e 1970 que resultaram no álbum póstumo "The Cry of Love", lançado em 1971 e co-produzido por Kramer. O produtor destacou "Night Bird Flying" como uma amostra de onde a arte de Hendrix poderia chegar:
"Essa é a grande tragédia disso", lamentou Kramer. "Ao ouvir ‘Night Bird Flying’, você pensa: 'Uau, imagine como seria o próximo álbum, com ele experimentando metais e mais teclados. Quem sabe?'"
Jimi Hendrix e "Band of Gypsys"
Lançado em 1970, "Band of Gypsys’ foi o único álbum ao vivo autorizado por Jimi Hendrix antes de sua morte. Gravado em quatro apresentações no Fillmore East, em Nova York, o disco trouxe uma mistura inovadora de rock, funk e R&B, consolidando a nova direção musical do guitarrista.
A parceria com Billy Cox e Buddy Miles trouxe um som mais visceral, com letras engajadas em faixas como Message to Love e Power to Love. Destaque também para "Machine Gun", que imortalizou um dos solos mais famosos da carreira de Hendrix.
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