O álbum de Neil Young que teve 200 mil cópias destruídas a tiros antes de chegar às lojas
Por Bruce William
Postado em 28 de fevereiro de 2025
Neil Young nunca foi um artista que seguiu padrões da indústria musical. Entre seus altos e baixos criativos, o canadense sempre priorizou a autenticidade, ainda que isso significasse decisões inusitadas. Mas nenhuma atitude foi tão extrema quanto a destruição em massa de 200 mil cópias de "Comes a Time", seu álbum de 1978.
Neil Young - Mais Novidades
Depois de anos fugindo da sonoridade de "Harvest" (1972), Young voltou a um folk mais melódico e acessível com "Comes a Time", misturando country e harmonias suaves com letras sobre relacionamentos e reflexões pessoais. A cantora Nicolette Larson participou dos vocais de apoio, enquanto músicos de Nashville deram um acabamento mais polido ao disco. O próprio Young admitiu que este foi um dos poucos álbuns em que ele realmente se preocupou com a produção.
Porém, quando os primeiros lotes de vinil chegaram da fábrica, Young percebeu algo errado: a masterização estava defeituosa e o som estava abafado. Ele imediatamente ordenou que as 200 mil cópias fossem retiradas do mercado e as comprou do próprio bolso para evitar que chegassem às prateleiras. "O pessoal da gravadora sugeriu misturá-las com os discos corrigidos, mas eu disse não. Para garantir, comprei todas elas", revelou à Newsweek em 1978, conforme replicado no Wikipedia.
A história, no entanto, ganhou um desfecho ainda mais curioso. Em sua autobiografia "Neil and Me", Scott Young, pai do músico, relatou que os discos defeituosos não foram simplesmente descartados. Segundo ele, Neil os usou como alvo de tiro em seu rancho, disparando contra cada caixa até torná-los inutilizáveis. Já em 2014, o próprio cantor afirmou à Rolling Stone que os vinis serviram para um propósito mais prático: ele os utilizou como telhas no telhado de um celeiro.
Mesmo com esse contratempo, "Comes a Time" se tornou um dos álbuns mais elogiados de Neil Young e marcou sua reconciliação com o público que esperava um retorno ao estilo folk de seus primeiros anos. Se as cópias defeituosas realmente foram usadas para prática de tiro ou como material de construção, só Neil Young sabe, mas a história por trás do disco se tornou tão saborosa quanto sua música.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A maior e melhor banda de metal de todos os tempos, segundo Jerry Cantrell
A insana rotina matinal de Lemmy revelada pelo baterista do The Clash
Pearl Jam sobe ao palco pela primeira vez com Abe Laboriel Jr. na bateria
Ritchie Blackmore admite que reencontro com Deep Purple poderia ter desandado
A única banda de metal que nem o Metallica conseguiu superar, conforme Regis Tadeu
Os 5 melhores álbuns fora do metal de todos os tempos , segundo Kai Hansen
O guitarrista que mais inspirou James Hetfield, do Metallica, segundo o próprio
É verdade que John Paul Jones toca piano em "She's a Rainbow", dos Rolling Stones?
A música que fracassou em inglês e virou um hit nacional dos anos 1960
Shows que vão agitar São Paulo no segundo semestre de 2026.
AC/DC tem penúltimo show da atual turnê cancelado devido ao mau tempo
A superbanda com integrante dos Rolling Stones que Jimmy Page nunca esqueceu
A música escrita na última hora que salvou o Kansas do fim das atividades
O clássico do The Who que deixava Roger Daltrey puto por um motivo bem específico
Jamey Jasta (Hatebreed) fala sobre conselho de James Hetfield ao parar de beber

A música de Neil Young que George Harrison detonou: "Não sou fã, odeio sim, não suporto"
12 bandas que já adiaram ou cancelaram shows por motivo de saúde em 2026
Neil Young escolhe os três maiores compositores de todos os tempos
Eddie Vedder: destacando as canções solo e participações
Donald Trump: a história do presidente dos EUA com o rock


