O profundo significado de "Physical Graffiti", termo que batiza álbum do Led Zeppelin
Por Gustavo Maiato
Postado em 31 de março de 2025
Em meio à década de 1970, o rock vivia sua fase mais expansiva e ambiciosa. Bandas que haviam surgido com raízes no blues e no hard rock agora exploravam territórios sonoros mais complexos, desafiando rótulos e expectativas. Foi nesse cenário que o Led Zeppelin lançou, em 1975, seu sexto álbum de estúdio: "Physical Graffiti" — uma obra densa, diversa e marcada por excessos criativos, pessoais e emocionais.


O crítico musical Regis Tadeu, em vídeo recente, compartilhou uma visão pessoal e tardia sobre o significado do título do disco. Segundo ele, o nome não se refere a uma arte urbana literal, mas sim a uma espécie de "grafite sonoro", gravado com suor, dor, alegria e sangue pelos integrantes da banda — reflexo direto do momento turbulento que viviam dentro e fora dos palcos. "A coisa já começa pelo nome: ‘Physical Graffiti’, né?", provoca Regis, ao lembrar que, aos 15 anos, quando comprou o disco, não compreendia o real sentido do título. "Nunca tinha entendido muito bem o motivo que levou o Led Zeppelin a batizar esse disco assim."
Anos depois, ao mergulhar em detalhes mais obscuros da trajetória da banda, Regis afirma ter compreendido a verdadeira carga simbólica por trás da expressão. Para ele, o "grafite físico" seria uma metáfora para a própria música da banda — marcada por suor, dor, alegria, tristeza e, acima de tudo, intensidade. "Era a música deles carregada com sangue, com tudo que eles estavam vivendo naquele momento", explica. "Tudo muito físico. Muito real."

O crítico também contextualiza o lançamento do álbum num período conturbado, que se agravaria com tragédias que afetaram diretamente o grupo, como a morte do filho de Robert Plant e, depois, do baterista John Bonham.
Regis não hesita em lembrar o lado sombrio da banda, especialmente a agressividade de Bonham, que, segundo ele, "espancava roadies, jornalistas — inclusive de outras bandas — especialmente quando bebia".
"Às vezes eu fico pensando se tudo isso de ruim que aconteceu com a banda não foi consequência desse carma ruim que rolava na época", sugere, sem buscar respostas definitivas. "Evidentemente que a gente nunca vai chegar a uma conclusão final."
Confira o vídeo completo abaixo.


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