O The Who se deu mal ao tentar soar como projeto solo de seu próprio guitarrista
Por Gustavo Maiato
Postado em 26 de março de 2025
No mundo da música em geral, é comum que integrantes de bandas se aventurem em projetos solos paralelos. A sonoridade adotada nesse tipo de incursão, entretanto, costuma ser diferente da banda original – até porque se fosse para continuar fazendo o mesmo tipo de som não tinha necessidade de criar esse segundo trabalho.
No caso de Ozzy, por exemplo, sua carreira solo não soa como o Black Sabbath. Lançado em 1981, "Face Dances" marcou a primeira fase do The Who após a morte de Keith Moon. O disco, no entanto, ficou longe de alcançar o impacto de álbuns anteriores como "Tommy" ou "Quadrophenia".

O próprio Pete Townshend reconheceu que a proposta do trabalho foi equivocada justamente por esse problema. A entrevista foi resgatada pela Far Out. "Foi muito míope da minha parte", afirmou. "A intenção era boa: eu queria que a banda tivesse um repertório tão variado quanto num disco solo meu."
Após a saída forçada de Moon, falecido em 1978, o grupo seguiu com o baterista Kenney Jones. A mudança afetou diretamente a sonoridade. Townshend tentou compensar a perda investindo em diversidade de estilos, mas o resultado soou deslocado dentro do universo da banda.
"Nos nossos dois primeiros discos, fazíamos de tudo: músicas cômicas, baladas e insanidades. Não queria voltar àquilo, mas gostei da liberdade que tive nos meus álbuns solo. E pensei: ‘Por que não fazer o mesmo com a banda?’", explicou. "Mas a banda não consegue, porque está presa às próprias tradições."
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