O músico que, para John Lennon, começou tudo o que conhecemos; "Antes dele não havia nada"
Por Bruce William
Postado em 12 de março de 2025
John Lennon nunca escondeu suas influências musicais. Embora os Beatles tenham revolucionado o rock e levado o gênero a novas direções, ele sempre reconheceu que o verdadeiro ponto de partida veio antes deles. Para Lennon, a música moderna teve um marco inicial muito claro: Elvis Presley. "Antes dele, não havia nada", disse.
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O impacto de Elvis Presley sobre Lennon foi profundo e imediato. "Nada me afetou até eu ouvir Elvis. Sem Elvis, não haveria Beatles", disse em uma de suas declarações mais categóricas, publicada pela Far Out. Desde os primeiros acordes que ouviu, ele sabia que aquilo mudaria tudo. Quando criança, teve apenas três ídolos: "Elvis, Carl Perkins e Jerry Lee [Lewis]". Paul McCartney também se lembra da transformação que a chegada de Presley trouxe: "Você ouvia 'Heartbreak Hotel' no rádio e pensava: 'Meu Deus, o que é isso?'".
Na Inglaterra dos anos 1950, a música popular ainda parecia presa ao passado. Foi Elvis quem trouxe a faísca que incendiou a juventude britânica. O jeito de cantar, a atitude, a presença de palco - tudo nele era diferente. McCartney certa vez descreveu essa sensação: "Eles se queimaram dentro de mim", referindo-se a Elvis e outros pioneiros do rock. Foi essa força que inspirou Lennon e McCartney a pegarem suas guitarras e começarem a tocar.
Mas a admiração inicial não durou para sempre. Quando finalmente se encontraram, em 1965, Lennon percebeu que o Elvis rebelde dos anos 1950 já não existia. A essa altura, ele estava mais focado em filmes e na vida em Graceland do que na música que havia inspirado os Beatles. O encontro entre os dois não rendeu a conexão que Lennon esperava.
O desencanto de Lennon com Presley também refletia sua visão sobre a música daquela época. Ele chegou a alertar Mick Jagger para nunca conhecer Elvis pessoalmente, insinuando que a experiência poderia ser decepcionante.
Mesmo com todas as frustrações, Lennon jamais negou a influência de Presley. A verdade é que, sem aquele primeiro impacto, talvez os Beatles nunca tivessem existido - e o rock não teria sido o mesmo.
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