O dia que Papa Francisco lançou álbum de rock progressivo: "Ecos de Pink Floyd e Bon Jovi"
Por Gustavo Maiato
Postado em 11 de março de 2025
O Papa Francisco já conquistava multidões antes mesmo de se aventurar na música. Mas em 2015, o pontífice surpreendeu ao lançar "Wake Up! Music Album with His Words and Prayers", um álbum que mesclava falas e orações com arranjos instrumentais que evocavam o rock progressivo e até elementos de Pink Floyd e Bon Jovi.
Pink Floyd - Mais Novidades
O trabalho foi produzido por Don Giulio Neroni, músico que já havia colaborado com os papas João Paulo II e Bento XVI. A primeira faixa divulgada foi "Wake Up! Go! Go! Forward!", lançada em 26 de setembro de 2015, e o álbum completo chegou às plataformas digitais em 27 de novembro do mesmo ano pelo selo Believe Digital.
A reação ao álbum foi mista. A publicação El País comentou que o Papa já era um "ídolo de massas" e que o lançamento parecia uma forma de modernizar a comunicação da Igreja: "O que chama atenção no single de Francisco é que se trata de rock. Aparentemente, um sinal para enfatizar a ideia de uma Igreja de hoje em dia".
Musicalmente, a obra dividiu opiniões. O mesmo jornal apontou semelhanças com grandes nomes do rock: "O crescendo inicial é herdado do tema ‘Storm’, do grupo canadense Godspeed You! Black Emperor, seguido de trompetes à moda do Pink Floyd em ‘Atom Heart Mother’ (1970) e uma explosão de guitarras própria de Bon Jovi".
Apesar de elementos interessantes, o álbum foi criticado por sua estrutura confusa. "Wake Up! desafia o estado de ânimo do ouvinte, trazendo-lhe momentos de razoável êxtase guitarrístico a instantes desolados que começam exatamente quando o Papa toma a palavra no segundo minuto", escreveu o crítico Miguel Ángel Bargueño.
O Papa é rock: repertório e a recepção nas paradas
Segundo o G1, o álbum reúne falas do Papa em diversas línguas — italiano, inglês, espanhol e português —, gravadas entre 2013 e 2015 em eventos no Vaticano, Brasil, Filipinas, Coreia do Sul e Itália. Entre os títulos das faixas, destacam-se "Cuidar do Planeta", "A Igreja Não Pode Ser Uma ONG!" e "A Fé é Integral, Não se Liquefaz" – títulos traduzidos para o português.
Mesmo sem ser unanimidade entre os críticos, o disco obteve bons números. Nos Estados Unidos, alcançou o quarto lugar na parada US World Albums da Billboard, superando artistas consolidados da música religiosa.
Embora o impacto musical do álbum tenha sido modesto, o lançamento de "Wake Up!" reforçou a imagem de um Papa acessível e disposto a dialogar com diferentes públicos. A estratégia também aproveitou a proximidade do Natal, algo que o El País notou com ironia: "Trema, Adele: neste Natal você terá uma concorrência inesperada que talvez venha com ajuda divina".
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O lendário guitarrista que Steve Vai considera "um mestre absoluto"
Membros do Iron Maiden não deram depoimentos a documentário de Paul Di'Anno
Como era o baixista Cliff Burton, de acordo com as palavras de Scott Ian
A música que David Gilmour usou para fazer o Pink Floyd levantar voo novamente
Copa do Mundo do Rock: uma banda de cada país classificado, dos EUA ao Uzbequistão
A música pela qual Brian May gostaria que o Queen fosse lembrado
Os 5 álbuns favoritos de Dave Mustaine de todos os tempos, segundo o próprio
As 10 piores músicas do Slipknot, de acordo com a Louder Sound
Pearl Jam já tem novo baterista, revela Dave Krusen
A melhor música que Bruce Dickinson escreveu para o Iron Maiden, segundo a Metal Hammer
O hit "proibido para os dias de hoje" que dominou os anos 80 e voltou sem fazer alarde
Cult of Fire toca em São Paulo música dedicada a falecido amigo brasileiro
Você sabe tudo sobre Iron Maiden? Responda esse desafio de 30 perguntas e descubra
Para ex-guitarrista do Megadeth, álbum com Kiko Loureiro representa essência da banda
O conselho da mãe que Roger Waters carregou pela vida inteira
As demissões mais esquisitas da história do rock, de Pink Floyd a Beatles
Álbuns clássicos do rock e metal que quase tiveram outros nomes, segundo a Loudwire
O disco do Pink Floyd que foi a gota d'água para Roger Waters; "é simplesmente um lixo"
O álbum do Pink Floyd que Roger Waters achava que só ele poderia conduzir
Os dois melhores álbuns dos anos 1970, segundo David Gilmour
A música que, segundo David Gilmour, apontou o caminho que o Pink Floyd deveria tomar
A melhor música da história dos anos 1990, segundo David Gilmour
Chris Cornell e o fantástico álbum do Pink Floyd que mexeu profundamente com ele


