O maior guitarrista de todos os tempos, segundo Joe Bonamassa
Por Gustavo Maiato
Postado em 03 de março de 2025
O guitarrista Joe Bonamassa teve uma oportunidade única ainda na infância: abrir um show para B.B. King quando tinha apenas 12 anos. Em entrevista ao My Planet Rocks (via Ultimate Guitar), ele relembrou o carinho e a generosidade do lendário bluesman, que não apenas lhe deu espaço no palco, mas também o tratou como um verdadeiro amigo.
Joe Bonamassa - Mais Novidades
"B.B. King, para mim, não apenas me deu um palco para tocar, mas também me deu conselhos. Ele era do tipo que dizia: ‘Ei, como você está? Venha aqui, fique comigo um pouco, estou entediado’." Segundo Bonamassa, King sempre foi uma figura acolhedora e acessível.
Além da música, King surpreendeu Bonamassa ao demonstrar afinidade com tecnologia. "Acredite ou não, ele me mostrou como transferir músicas de um computador para um iPod quando tinha 80 anos! Eu estava com 28 ou 29 anos e um senhor de 80 anos me ensinando. Eu fiquei envergonhado." King ficou encantado com a possibilidade de carregar todas as suas músicas em um dispositivo pequeno. "Ele adorava a ideia de poder colocar todos aqueles discos em algo que cabia no bolso."
Quando perguntado sobre quem considera o maior guitarrista de todos os tempos, Bonamassa não hesitou em escolher Jeff Beck. Ele destacou a capacidade do britânico de sempre se reinventar: "Para mim, ele é uma combinação de talento natural e um pouco de raiva. Ele pensa: ‘Ah, você acha que sabe o que eu vou fazer? Então tente isso!’ E então ele se reinventa de novo, e de novo."
Bonamassa também falou sobre Stevie Ray Vaughan, lamentando nunca ter tido a chance de conhecê-lo. Ele deveria encontrá-lo em setembro de 1990, mas Vaughan faleceu em agosto daquele ano. "Eu estava prestes a conhecê-lo no Jones Beach Amphitheater, mas ele morreu um mês antes. Nunca cheguei a vê-lo ao vivo."
O impacto de Vaughan no mundo da guitarra, no entanto, é inegável. Bonamassa destacou o quanto o riff de "Cold Shot" influenciou novos guitarristas: "Quando você ouve, pensa: ‘É esse tom que eu quero, essa sensação que eu quero. Eu quero uma Fender Stratocaster, um grande amplificador Fender e um Leslie!’." Além disso, ele ressaltou que Vaughan tinha algo raro entre guitarristas virtuosos: "Ele tinha grandes músicas! Se estivesse vivo hoje, poderia tocar um setlist inteiro só com hits."
Sobre B.B. King, Bonamassa enalteceu seu legado e a importância do clássico "The Thrill Is Gone". Ele destacou sua versão favorita, a produzida por Bill Szymczyk, pela maneira como equilibra sofisticação e emoção. "É simples, devastadoramente eficaz e reconhecível dentro de dois compassos." Para Bonamassa, a faixa mostra que o blues pode ser comercialmente bem-sucedido sem perder sua alma.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Amy Lee relembra a luta para retomar o controle do Evanescence; "Fui tratada como criança"
Por que Ricardo Confessori foi ao Bangers e não viu o show do Angra, segundo o próprio
Fabio Lione publica mensagem emocionante de despedida do Angra: "Para sempre!"
Guns N' Roses encerra turnê no Brasil com multidões, shows extensos e aposta em novos mercados
Megadeth fará, ao menos, mais uma turnê pela América Latina antes do fim
Sepultura se despede entre nuvens e ruínas
Accept anuncia "Teutonic Titans 1976-2026", álbum que comemora seus 50 anos
A conversa franca entre Angra e Fabio Lione que levou à saída do italiano, segundo Barbosa
O motivo por trás da decisão de Aquiles Priester de vender baquetas do Angra no Bangers
Johnny se recusou a ajudar Joey nos últimos shows do Ramones, diz CJ
População de São Paulo reclama do som alto no Bangers Open Air
A melhor música da história dos anos 1990, segundo David Gilmour
Como "volta às origens" causou saída de Adrian Smith do Iron Maiden

Joe Bonamassa lançará show em tributo a Rory Gallagher
O que faria Eddie Van Halen não ser tão legal assim, segundo Joe Bonamassa
Aos 80, B.B. King era mais nerd do que Joe Bonamassa; "Toma, filho, é assim que faz"
Guitarra: Pentatônica a lá Steve Vai, Petrucci, Steve Morse, Edu Ardanuy, Bonamassa, etc


