Pesquisa revela que gosto por rock nacional ou internacional varia conforme posição política
Por Bruce William
Postado em 19 de abril de 2025
Uma pesquisa recente da Genial/Quaest cruzou o gosto musical dos brasileiros com suas posições políticas. O levantamento mostra quais gêneros são mais ouvidos entre lulistas, bolsonaristas, indecisos e os que se consideram mais à esquerda ou à direita, mas sem vínculo direto com os dois principais polos. O sertanejo lidera com folga em praticamente todos os segmentos, mas há espaço para outras leituras — especialmente ao observar o comportamento dos fãs de rock.

Os dados revelam que o rock - tanto nacional quanto internacional - aparece com força discreta, mas reveladora, quando segmentado por posicionamento político. O sertanejo lidera em todos os grupos, variando entre 21% e 30%, seguido por gospel (13% a 23%) e estilos como forró, samba, funk e pop internacional, que giram em torno de 3% a 15% conforme o grupo.
O rock internacional aparece com 2% entre lulistas, 5% entre a esquerda não petista, 4% entre os sem posicionamento, 6% entre os de direita não bolsonarista e 4% entre bolsonaristas; já o rock nacional mostra uma distribuição ainda mais concentrada: 2% entre lulistas, sobe para 6% na esquerda não petista, cai para 3% entre os sem posicionamento, 3% entre os de direita não bolsonarista e 2% entre bolsonaristas.
Esses números sugerem que quem se identifica com a esquerda não alinhada ao PT é o grupo mais ligado ao rock, tanto nacional quanto internacional. Essa preferência pode ter raízes culturais e históricas: é nesse grupo que também aparecem maiores índices de ouvintes de MPB (10%) e rap/hip hop (4%), dois estilos com forte carga crítica e engajamento social, características que o rock, especialmente o nacional, também incorporou ao longo das décadas.
Enquanto isso, entre bolsonaristas e lulistas, o rock ocupa espaço periférico, superado com larga margem por gêneros populares como sertanejo, gospel e forró. Nesse recorte, o estilo parece ter maior apelo entre quem busca uma identidade musical fora das polarizações políticas mais acentuadas.
Acesse o site da Quaest para conferir a matéria completa.
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