Led Zeppelin, Black Sabbath ou Deep Purple; Lars Ulrich explica qual era a maior banda da época
Por Bruce William
Postado em 29 de maio de 2025
Nos anos 1970, poucas bandas alcançaram o patamar de reverência de Led Zeppelin, Black Sabbath e Deep Purple. Para muitos, a rivalidade entre os três nomes é até hoje um assunto em aberto. Mas para Lars Ulrich, baterista do Metallica, não havia dúvidas na época: na Dinamarca, onde cresceu, o Deep Purple era a maior banda de todas.
Ulrich relembrou em entrevista de 2016 o impacto que o grupo causava ao vivo: "O Deep Purple era uma força incrível nos palcos. Eles eram realmente eficientes tecnicamente, e cada noite o show era diferente da anterior. As músicas de estúdio tinham três ou quatro minutos, mas ao vivo podiam virar peças de quinze ou até vinte minutos."

Segundo ele, a imprevisibilidade era um dos maiores atrativos da banda. "Ritchie Blackmore tinha um temperamento impulsivo e imprevisível, e podia levar a banda para lugares completamente diferentes a cada noite. Às vezes, parecia até um show de jazz. Era algo único."
Ulrich destacou que, enquanto o Zeppelin tinha raízes mais voltadas ao blues e o Sabbath era mais pesado, o Deep Purple vinha de outro lugar. "Eles tinham uma eficiência técnica sem paralelo na época. Aquilo era diferente de tudo", afirmou. O impacto foi tão grande que ele se tornou responsável por apresentar a banda ao Rock and Roll Hall of Fame em 2016. Além da força ao vivo, o legado do Deep Purple foi outro ponto exaltado pelo baterista. Para ele, a influência da banda se espalhou em projetos como Rainbow, Whitesnake, a carreira solo de Ian Gillan e outros desdobramentos que continuaram vivos por décadas.
Lars também reconheceu que, na época, não se conectava com o som do Black Sabbath: "Eles eram muito pesados, e eu só fui curtir o som deles anos depois." Já o Zeppelin, segundo ele, era mais valorizado nos Estados Unidos. "Na Escandinávia e na Alemanha, o Purple era muito mais conhecido e querido."
Para quem cresceu cercado por esses três gigantes, é compreensível que a escolha de uma favorita envolva mais do que apenas discos. Para Lars Ulrich, foi o impacto nos palcos — e a capacidade de surpreender a cada show — que colocaram o Deep Purple no topo.
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