A respeitada banda de rock que Roger Waters sequer reconheceria se ouvisse no rádio
Por Bruce William
Postado em 14 de maio de 2025
Quando o punk explodiu no fim dos anos 70, o Pink Floyd já estava em outro patamar: vendendo milhões, tocando em estádios e lançando álbuns cada vez mais conceituais. Roger Waters, principal mente criativa da banda na época, foi perguntado em 2003 pela revista Mojo o que achou do movimento. A resposta foi direta: não achou nada.
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"Eu não tive nenhuma sensação sobre isso. Passou batido por mim", afirmou. Waters disse que nunca ouviu muita música de outras bandas porque estava ocupado demais fazendo a sua. E quando mencionaram o Clash, ele foi ainda mais claro: "Provavelmente eu não reconheceria o Clash se ouvisse no rádio, mas sei que muita gente achava eles ótimos, e respeito isso."
Mas a boa vontade parou por aí. Ao comentar os Sex Pistols e seu criador, Malcolm McLaren, Waters criticou o que chamou de "afetação vazia" e ligou o fenômeno ao que via de pior no culto à imagem. Disse que McLaren parecia movido por puro cinismo e associou o movimento ao "sintoma do 'olhem pra mim'".
A entrevista também rendeu comentários sobre outros ícones da cultura pop. Questionado se conhecia as Spice Girls, respondeu que sim, e explicou o motivo: "O fato de eu saber que havia uma chamada Scary e outra Posh mostra que elas penetraram minha consciência. Depois disso, foi direto ao ponto: "Elas eram absolutamente o denominador comum mais baixo em gosto musical e de qualquer outro tipo."
Madonna também foi alvo. Waters afirmou que todas essas figuras modernas de empoderamento feminino expressavam a sexualidade da mesma forma que atrizes do passado, como Diana Dors. "É só sexo. Qual é a novidade de mostrar os peitos e ganhar uns trocados? O que há de poderoso nisso?"
Quando o assunto chegou ao hip hop, ele admitiu certa influência indireta. Disse que não conseguia engolir o gangsta rap por causa do conteúdo violento e sexista, mas mencionou Eminem como alguém com ideias interessantes. Na época, trabalhava em um novo disco e contou que havia incluído um trecho falado sobre batida de bateria — e que aquilo parecia rap. "Suponho que houve uma influência."
Waters sempre foi mais preocupado em construir seu próprio universo musical do que acompanhar o que acontecia ao redor. Enquanto muitos viam no punk uma ruptura necessária, ele via apenas ruído e pose. E mesmo quando algo conseguia "penetrar sua consciência", como as Spice Girls, a análise vinha com desdém e sarcasmo. No fim das contas, pouca coisa do mundo pop moderno parece realmente ter chamado sua atenção — e talvez seja exatamente por isso que ele continuou sendo Roger Waters.
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